Cordão da Mentira sai às ruas no 1º de abril em um desfile para "adiar o fim do mundo"

Cordão da Mentira sai às ruas no 1º de abril em um desfile para "adiar o fim do mundo"

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No dia 1º de abril, terça-feira, às 18 horas, o Cordão da Mentira fará o seu tradicional desfil&scracho com um percurso que sairá do Pátio do Colégio, centro de São Paulo. Neste ano, o tema do 12º desfile será “Desfile Para Adiar o Fim do Mundo”, lembrando o genocídio indígena, palestino e da população preta e periférica.

O Cordão da Mentira é um bloco carnavalesco organização com humor e criatividade, que aborda os temas cruciais para uma real transformação da sociedade brasileira. O movimento, independente, é formado por musicistas, compositoras e compositores, movimentos de sambistas, grupos de teatro, coletivos culturais e artísticos, movimentos sociais e militantes. Conta também com a participação de indígenas, mães de vítimas da violência de Estado e sobreviventes dos massacres que acontecem há mais de 500 anos no Brasil.

A data escolhida, o 1º de abril, é o Dia da Mentira e Dia do Golpe de 1964. Desde 2012, o Cordão da Mentira leva às centenas de pessoas, denunciando a opressão contra as classes populares no Brasil e relembrando os crimes de Estado do passado e do presente – torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados – uma realidade que não se transformou substancialmente quase quatro décadas após o fim da ditadura.

Neste ano, a partir de Ailton Krenak, as canções dos sambistas do Cordão serão cantadas para adiar o fim do mundo. “É mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo? Nós acreditamos que não. E é criando nas ruas que participamos da invenção de outra sociedade”, diz Thiago B. Mendonça, um dos organizadores do desfile.

Entre as presenças esse ano estão movimentos sociais como MNU (Movimento Negro Unificado), representantes do movimento indígena, MTST, MST, Associação de Amigos e Familiares de Presos/as, Movimento pelo Desencarceramento, mães de vítimas da violência do Estado de todo o Brasil (Mães de Maio, Mães de Paraisópolis – “Os 9 que perdemos”, Mães de Maio do Nordeste, Mães de Manguinhos, entre outras), ex-presos políticos e sobreviventes do cárcere.

 

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