Comitê de Luta pelas Liberdades Democráticas e Direitos faz reunião em SP

Comitê de Luta pelas Liberdades Democráticas e Direitos faz reunião em SP

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O “Comitê de Luta pelas Liberdades Democráticas e Direitos Sociais”, formado em São Paulo, por organizações sindicais, movimentos sociais e organizações políticas, reuniu-se novamente, no último dia 21, para debater a conjuntura nacional, avaliar as primeiras ações realizadas e apontar novas iniciativas.

Estiveram presentes, 26 companheiros/as, representantes das seguintes organizações: CSP-Conlutas, Sintrajud-SP, Sindicato dos Metroviários de SP, Sintusp, Sindjesp, PSTU, CST, MRT, SOB, POR, Emancipação Socialista, Ação Anti-Facista, OACL e Luta Popular.

O Comitê foi criado no último dia 3 de novembro na Plenária Aberta dos Movimentos Sociais,  frente às manifestações golpistas protagonizadas pela ultradireita desde a derrota de Bolsonaro no 2° turno das eleições.

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Além de reafirmar a continuidade dos esforços para organizar a mobilização e a autodefesa da classe trabalhadora e suas organizações contra a ofensiva golpista da extrema direita, a reunião destacou a necessidade de preparar a luta em defesa das reivindicações dos trabalhadores perante os novos governos, com independência de classe.

Entre as deliberações aprovadas foi definido fortalecer as manifestações que estão sendo convocadas pela Campanha Despejo Zero no dia 7 de dezembro e realizar um seminário sobre autodefesa em janeiro.

Uma nova reunião do Comitê foi agendada para o dia 13 de dezembro, na sede do Sintrajud-SP.

Confira a íntegra do relatório da reunião.

 

Comitê de Luta pelas Liberdades Democráticas e Direitos Sociais

Informe da reunião 21 de novembro de 2022

 

1 - Debate de conjuntura

Entendemos que continuam manifestações defendendo intervenção militar contra o resultado eleitoral que derrotou Bolsonaro e deu a vitória à chapa Lula/Alckmin. Em que pese que diminuíram sua intensidade em comparação com os bloqueios de estradas anterior.

Que as organizações como as grandes centrais poderiam ter organizado uma resposta nas ruas contra estas ações da ultradireita, mas não o fizeram por opção política.

Que vamos continuar na luta contra os ataques às liberdades democráticas. E também pela liberdade de organização, sindicalização, direito de greve etc, como parte das liberdades democráticas.

Que vamos nos enfrentar com todos os governos, independente da sua coloração, desde os municipais, estaduais e federal, porque todos estarão a serviço do Capital e enfrentarão as manifestações dos “de baixo” contra “os de cima”, apesar das diferenças dos diversos tipos de governo.

Que o PT com sua Frente Ampla será o gerente de plantão do Capital no governo federal, basta ver os personagens da equipe de transição, como Frota, Henrique Meirelles, Pérsio Arida, Lemann (o 2⁰ homem mais rico do país), Trabuco do Bradesco, etc.

Vamos lutar em São Paulo contra o governo Tarcísio/Ramuth ligado ao bolsonarismo, que ao anunciar parte do seu secretariado já indica os ataques que virão.

Que com o projeto de aumento de 50% no salário do novo governador e sua turma, mostra o desprezo com o sofrimento da grande maioria da população.

Por tudo isso, nossa opção é defender a classe trabalhadora contra os diversos ataques, de forma independente dos patrões e governos.

Vamos lutar pelas reivindicações da nossa classe como: Petrobrás 100% estatal, não pagamento da Dívida Pública aos grandes banqueiros; pela revogação da Reforma Trabalhista, Previdenciária, as pautas dos quilombolas, indígenas, dos negros e negras, dos LGBTs, dos sem-teto, sem-terra, pequenos agricultores etc.

Que será necessária a organização da autodefesa contra a ultradireita e também contra a repressão dos governos.

Que buscaremos a unidade de ação, mesmo com setores que opinem diferente, pelas justas pautas da classe trabalhadora e seus aliados.

 

2 – Balanço: Fizemos, fruto de deliberação da reunião passada, o primeiro Manifesto do Comitê e colamos 10 mil cartazes na cidade de São Paulo.

 

3 - Nova reunião: Realização de uma reunião do Comitê em dezembro para possíveis desdobramentos da realidade política (dia 13, terça-feira, na sede do Sintrajud, às 19h).

 

4 - Organizar um Seminário sobre Autodefesa em janeiro de 2023. Montaremos um pequeno grupo para organizar este seminário. Depois divulgaremos mais detalhes a partir deste grupo, com a contribuição dos diversos setores que participam do Comitê.

 

5 - Além disso, avançar na elaboração sobre o nome deste Comitê, eixos de programa. Ver em que momento faremos este debate.

 

6 - Participar das atividades da Campanha Despejo Zero, no dia 7 de dezembro, que está sendo organizado por vários setores.

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