No apagar das luzes, Bolsonaro entrega mais uma fatia da Petrobras

No apagar das luzes, Bolsonaro entrega mais uma fatia da Petrobras

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Faltando pouco mais de um mês para (felizmente) deixar a presidência do país, Bolsonaro e Paulo Guedes correm contra o tempo para dilapidar o que puderem do patrimônio público e, no último dia 4, concluíram a entrega da SIX (Unidade de Industrialização do Xisto), localizada em São Mateus do Sul, no Paraná.

A SIX produz óleo combustível, gás combustível, produtos usados para asfalto, cimento e outros. Também funciona como um centro avançado de pesquisa, tendo desenvolvido a Petrosix, tecnologia para extração óleo combustível das rochas de folhelho betuminoso, que também foi incluída na transação.

Sindicatos dos trabalhadores petroleiros denunciam que o governo, praticamente, “pagou” para vender a SIX.  O valor de venda foi de 41,6 milhões de dólares (aproximadamente 210 milhões de reais). A soma é pouco superior ao lucro registrado pela estatal em apenas um ano! Em 2020, a SIX registrou ganhos de cerca de 200 milhões de reais.

Para se ter uma outra ideia do crime lesa-pátria e do entreguismo bolsonarista, vale destacar que em um acordo firmado pela Petrobras com a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Combustíveis) foi acertado pagamento de royalties de R$ 540 milhões.

A grande beneficiada pela venda foi a empresa canadense Forbes Resources Brazil Holding S.A, ligada ao grupo Forbes & Manhattan (F&M).

Reportagem da Agência Pública, publicada em fevereiro revelou que, em 2012, uma comissão interna de apuração da Petrobras investigou um possível vazamento de informações sigilosas sobre a Petrosix para a F&M. Por isso, desaconselhou futuros negócios com a empresa. Mesmo assim, a estatal vendeu a SIX à companhia, dando sequência à política de entrega do setor de refino no país.

https://apublica.org/2022/02/petrobras-ignora-suspeitas-e-vende-refinaria-a-banco-canadense-que-opera-a-mineradora-belo-sun/

É mais uma empresa entregue ao capital internacional, enfraquecendo a capacidade refino de combustíveis no país, em ataque à soberania e ao desenvolvimento tecnológico do país e na contramão de políticas que poderiam baratear os combustíveis.

“A classe trabalhadora derrotou Bolsonaro nas urnas. Uma vitória fundamental. Mas a luta para barrar o avanço da privatização da Petrobras, reverter as entregas criminosas já realizadas, bem como por fim à política de PPI (Preço de Paridade Internacional), seguem sendo necessária para garantir uma Petrobras 100% estatal, sob controle dos trabalhadores, a serviço do povo brasileiro e em defesa da categoria petroleira”, avalia o diretor do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro e da FNP (Federação Nacional dos Petroleiros), Eduardo Henrique da Costa.

 

Com informações: FNP. Foto: Petrobras.

 

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