Manifesto pelo respeito ao resultado eleitoral e contra ameaças golpistas

Manifesto pelo respeito ao resultado eleitoral e contra ameaças golpistas

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Na última quinta-feira (3), uma plenária reuniu representantes de diversos movimentos sociais, na sede do Sintrajud, em São Paulo, e deliberou a criação de um comitê de luta e autodefesa pelas liberdades democráticas, frente às manifestações golpistas protagonizadas pela extrema direita bolsonarista desde o resultado do 2° turno das eleições. 

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A reunião contou com cerca de 80 ativistas de diferentes organizações da classe trabalhadora, como partidos e organizações políticas (PSTU, PCB, PSOL, POR, MRT, CST, Unidos para Lutar, Socialismo ou Barbárie e anarquistas), movimentos da juventude e estudantes (DCE da USP, UJC e Rebeldia), organizações sindicais (CSP-Conlutas, Sindicato dos Metroviários SP, Sintrajud e Sintusp), além do movimento por moradia Luta Popular.

Como um primeiro passo do comitê foi aprovado a redação de um manifesto e confecção de lambe-lambes para chamar à unidade nessa luta. Confira abaixo.

MANIFESTO PELO RESPEITO AO RESULTADO ELEITORAL, CONTRA AS AMEAÇAS GOLPISTAS

Nós, trabalhadores, trabalhadoras, movimentos sindicais, populares, estudantis e organizações políticas, viemos, através deste Manifesto, declarar que vamos lutar com todas nossas forças para garantir que se respeite o resultado das urnas das eleições brasileiras, contra qualquer ameaça de golpe.

Consideramos que a derrota eleitoral de Bolsonaro foi uma importante vitória da classe trabalhadora, principalmente pelas ameaças contra os direitos dos trabalhadores e liberdades democráticas.

Porém, a vitória da chapa Lula e Alckmin foi construída em aliança com setores da burguesia liberal, numa Frente Ampla, com um perfil mais conservador. 

Lutamos pela independência dos movimentos da nossa classe em relação aos patrões e governos, que também perpetuam este sistema capitalista, explorador e opressor.

Vamos denunciar os ataques às liberdades democráticas, arrancadas contra a Ditadura Militar imposta em 1964. Essa democracia está longe de atender as demandas dos “de baixo”, massacrados pela exploração capitalista, mas não vamos permitir que as poucas liberdades de lutar sejam ameaçadas, como os pedidos de setores bolsonaristas por “intervenção militar”, expressados nos bloqueios das estradas.

Seguiremos firmes na luta pelas reivindicações da classe trabalhadora, dos setores populares e de seus aliados contra a exploração capitalista e os países imperialistas.

Exigiremos também a revogação das reformas impostas nos governos Temer e Bolsonaro, assim como todos os ataques que aprofundam a miséria, a fome e o desemprego. Exigimos punição a Bolsonaro e outros personagens políticos pelos crimes que cometeram.

Unidade para lutar

Contra a ultradireita (setores que propagam o fascismo, a violência política e o próprio sistema capitalista que nos explora e oprime), precisamos organizar, debater e propagar ainda mais a autodefesa dos de baixo contra os de cima, uma necessidade imediata e histórica.

Também cobramos das Centrais Sindicais, principais organizações vinculadas à classe trabalhadora, que construam a luta em unidade, a partir da organização na base, em defesa das condições de vida da nossa classe e para enfrentar os setores de ultradireita, que estão cada vez mais organizados e ameaçam não só as liberdades democráticas, mas também as organizações vinculadas aos de baixo.

Foram muito importantes as manifestações pelo Fora Bolsonaro e também os desbloqueios das estradas feitos pelas torcidas organizadas, pelos trabalhadores do estaleiro da Brasfels e moradores de São Miguel (ES). Propomos, desde já, participar dos atos unitários do Novembro Negro (20/11) contra o racismo e outras manifestações que possam ocorrer até o fim do ano.

Fazemos esse chamado a partir de uma posição de independência política em relação ao novo governo de Lula/Alckmi. Assim, lutaremos contra quaisquer reformas e ataques contra os trabalhadores e o povo, que possam vir desse governo.

Seguiremos de cabeças e punhos erguidos na luta pela nossa sobrevivência como classe, com a perspectiva de uma sociedade sem exploração e opressão. Venha somar com a gente! Vamos à luta!

Próxima reunião será no dia 21/11, às 19h, no Sintrajud-SP (R. Antônio de Godói, 88, 16º andar, Centro, São Paulo/SP).

COMITÊ DE LUTA PELAS LIBERDADES DEMOCRÁTICAS E DIREITOS SOCIAIS

 

Lambe-lambe

Confira os modelos de lambe-lambe para serem divulgados à população.

Baixe aqui em PDF todas as versões: LAMBE-LAMBE AUTODEFESA E DIREITOS

 

Modelo 1/13

 

Modelo 2/13

 

Modelo 3/13

 

 

 

 

 

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