Após exitosa greve geral na França, movimentos continuam na luta

Após exitosa greve geral na França, movimentos continuam na luta

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Cerca de 150 manifestações ocorreram em toda a França ao longo desta terça (18)

Na terça-feira (18), em toda a França, centenas de milhares de trabalhadores realizaram um dia de greve geral com manifestações, para exigir aumentos salariais e menos desigualdade, e para denunciar os ataques ao direito de greve por parte do governo de Macron. 

Importantes e estratégicos setores se mobilizaram: dos transportes (rodoviário, ferroviário e aéreo), de energia, e serviços públicos, como saúde e, em particular, educação, em luta pela defesa do ensino médio e o direito de aposentadorias para a classe.

Segundo as centrais organizadoras do dia de luta, cerca de 300 mil pessoas tomaram as ruas em protestos realizados em Paris, Lyon, Estrasburgo, Martigues, Le Havre, Montpellier, Rennes, Nantes, Bordeaux e outros locais.

Na avaliação da central francesa Solidaires, entidade fundadora da Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas, o dia expressou a “ira social em relação às escandalosas diferenças salariais, o aumento dos preços e alta na inflação”. 

Enquanto as empresas gigantes do setor de energia TotalEnergies e Exxon Mobil, às quais o movimento de petroleiros deu início às mobilizações, faturaram no primeiro semestre R$ 53 bilhões e R$ 96 bilhões respectivamente, a classe trabalhadora sofre para tentar sobreviver ao alto custo de vida e precarização dos serviços públicos. 

A Solidaires defende novas negociações salariais em todo o território, com aumento salarial de 400 euros para todos, a reavaliação das rendas básicas e pensões, bem como bolsas de estudo e transportes públicos e gratuitos”.

Em nota, a central francesa relata que “a continuidade da luta já foi anunciada nos setores energético, de transportes, em particular da SNCF, nas universidades e na educação''.

A Solidaires apoia seguir com a luta e fez um chamado para realização de assembleias em todos os setores mobilizados, a fim de decidir os próximos passos de enfrentamento. “Nós queremos viver, não sobreviver”, levanta a bandeira a entidade.

A CSP-Conlutas, em nota de apoio, ressaltou que em meio às péssimas condições de vida da população, sobretudo da pobre e trabalhadora, Macron não exigiu das multinacionais o aumento salarial dos trabalhadores indexado à inflação. 

“Ao contrário, seu governo reprimiu aqueles que acordam às 4 horas da manhã, que usam os seus corpos e sua saúde para produzir, que ficam doentes, que têm poucos anos de aposentadoria porque seus corpos estão esgotados: usando lei da segunda guerra mundial, passou a exigir um quadro mínimo de funcionamento nas empresas privadas sob pena de prisão dos grevistas que rejeitarem, ferindo o direito constitucional de greve dos trabalhadores”. 

A CSP-Conlutas e seus sindicatos, movimentos e entidades afiliadas apoiam incondicionalmente a luta dos trabalhadores e das Centrais Sindicais na França, que estão à frente da mobilização.

Desde o Brasil, convoca o movimento sindical internacional a cercar da mais ampla solidariedade a luta e o caminho apontado pelos petroleiros, usineiros e ferroviários franceses, em uma Europa atravessada pela crise energética e inflacionária.

Total solidariedade internacional ao movimento por direitos para a classe trabalhadora na França!

 

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Imagens: redes sociais Union Syndical Solidaires

 

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