RCN de 17 a 18/09/2022: Setorial de Negras e Negros

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Realizado dia 06/09/22 – 18h30 (Plataforma Zoom)

Presentes: Quilombo Raça e Classe seções ES, RJ, SP, AM, MT, PE, MG / Sindsef-SP / Base do SEPE-RJ / Servidores da Justiça do Amapá e Fenam-Am / Sind. Just. MT / Opos. Sindsprev-MG / Opos. Sindsprev-RJ / APEOESP Nuc. SB / Oposição Metalúrgica do RJ.

 

Pauta

1) Conjuntura Negra.

2) Informes da Coordenação Nacional.

3) Encaminhamentos e Resoluções.

Ponto 1

Feito uma análise e caracterização do cenário político: - Analisando a situação política da Guerra da Ucrânia, onde estamos assistindo uma resistência heroica de soldados e das mulheres, que permanecem em abrigos subterrâneos, sem equipamentos, sem armas modernas, e sem força física, e pouca solidariedade de classe a nível internacional. Os sindicatos e a população ucraniana vêm exigindo a retirada das tropas russas.

O imperialismo Europeu e Estadunidense, hoje se rendem, fazendo vista grossa ao fracasso negocial com Putin, não fizeram nenhum boicote econômico à Rússia, como deveriam, para que não pudessem se manter oprimindo uma nação pobre e a classe trabalhadora: mulheres, crianças e imigrantes com ofensiva de Bombas e destruição física e de infraestrutura das cidades, atingindo inclusive o fornecimento de alimentos e água potável, ou seja, é o maior massacre da História contemporânea.

Não satisfeito com toda esta perversidade que a guerra vem causando na Ucrânia, Putin tenta atingir uma usina nuclear para acabar de vez com a resistência ucraniana, que segue heroicamente.

No Brasil, em meio a um processo eleitoral turbulento, o governo Bolsonaro e Guedes, seguem fazendo cortes profundos nas pastas sociais como saúde e Educação, e vai tentar o último golpe, que é atacar seus adversários políticos com a parada cívica nas ações do 7 setembro, para tentar aumentar seus 33%, apontado nas pesquisas Eleitorais nestas Eleições/2022. Segundo as mesmas pesquisas, Lula chegou a uma marca de 45%, mas a possibilidade de ter o 2ª turno, é uma realidade, como é a vida da classe trabalhadora e do povo negro e pobre, que só piorou com o aumento crescente do desemprego, a carestia, mortes e assassinatos no campo e na cidade.

Consequências do projeto da ultradireita de tratar as periferias como marginais e exército de reserva do capital. Num país com índices com mais de 33 milhões de pessoas com fome e 90 milhões de desempregados a insegurança alimentar é um fato concreto. E o racismo sistêmico é real.

Bolsonaro armou literalmente seus correligionários Bolsonaristas de ódio e violência, que é como a disputa eleitoral vem sendo tratada e reproduzida. A exemplo do que vem ocorrendo, entre os de baixo, com facas entre trabalhadores em Goiás, tiros a um representante do diretório do PT no interior de SP em plena festa de aniversário, e que o levou a morte, assim como tantos outros ataques violentos a candidaturas e militantes em campanha pública, e que sejam oposição a Bolsonaro.

Outro exemplo é o aumento das operações policiais, os assassinatos, como os que ocorreram na ocupação militar nas favelas do RJ mesmo na Pandemia, as mortes de LGBTQIA+ e o feminicídio entre as mulheres negras, comprovados pelas pesquisas do IPEA.

O aprofundamento das opressões e da exploração no mundo do trabalho no chão da fábrica, entre os terceirizados e precarizados.

O aumento da inflação e dos alimentos nos supermercados, a gasolina e combustíveis, na reta final das Eleições 2022, facilitam ao governo produzir manobras eleitorais para continuar no poder junto com um setor das forças armadas, para isto, vem dando concessões no gás de cozinha, aumento do Auxilio Brasil e da Bolsa família (e lembrem-se só até dezembro), isenções para os Taxistas e para os caminhoneiros (as) diminuição dos impostos, etc.

Mesmo assim, o resultado vai ser urnas, e infelizmente quem quer que ganhe não vai alterar em muito a realidade que o capital nos impõe todos os dias. A polarização, é entre a esquerda reformista e a ultradireita que alimenta o desejo e os sonhos dos patrões e donos milionários das empresas estrangeiras. 

Ponto 2

Informes sobre a coordenação nacional: Nos dias 17 e 18/09 de 2022 ocorrera nossa coordenação nacional onde ocorrerá o debate da conjuntura nacional e internacional e no primeiro dia o Debate com os candidatos a presidentes que não tem visibilidade na TV e nem nos Debates na Democracia Burguesa e no segundo dia as resoluções do setoriais e resoluções gerais da coordenação nacional.

Ponto 3

O Setorial Nac. de Negras e Negros da CSP Conlutas propõe a aprovação da Coordenação Nacional da Central:

1) Que a CSP Conlutas fortaleça Aliança sindical e popular e com os movimentos sociais negros e indígenas que vem sendo atacados pelo governo de ultradireita de Bolsonaro e fortaleça as ações do Grito dos excluídos nos Estados e as lutas pelo Fora Bolsonaro, e a luta das Mulheres Negras trabalhadoras (como Mirtes em PE).

São os setores sociais, que estão passando fome, sofrendo com as remoções, e que não conseguem pagar seus alugueis, fazer todas as refeições do dia, considerando que muitos estão na nossa própria periferia e no movimento popular.

2) Que se aprove indicativamente a sugestão de uma Mesa temática Negra na próxima Coordenação Nacional, que discuta sobre as Cotas Raciais no mundo do trabalho e na Educação, que vem sendo ameaçadas no último período. Convidando autoridades da OAB, Min. Público Trabalho, Movimento Negro e Sindical.

3) Que conjuntamente com o setorial de negras e negros a SEN análise a viabilidade de realização de um Seminário temático resolutivo do programa de Raça e Classe da CSP Conlutas, se possível antes do próximo Congresso Nacional para aprofundarmos a pauta negra de Raça e Classe a unidade entre os setores que compõem a Central e a representatividade negra na central.

4) Que a SEN analise a possibilidade de disponibilizar advogado para provocar o Ministério Público Federal para apurar e investigar quem assassinou e quem mandou assassinar, o militante do PSTU/MA e da CSP Conlutas/MA, Neylson Oliveira da Silva, morto recentemente no Maranhão, suspeita de crime homofóbico, já faz quase um mês, sem nenhuma apuração efetiva do caso pela polícia civil da Cidade de Açailândia-MA.

O mesmo sobre a morte de indígenas e quilombolas que vem ocorrendo também no Maranhão nos últimos dias.

5) Moção de repúdio e celeridade na Apuração do Crime homofóbico do militante Neylson Oliveira da Silva, morto recentemente no Maranhão.

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