Bolsonaro tira verba do Farmácia Popular e desvia para orçamento secreto

Bolsonaro tira verba do Farmácia Popular e desvia para orçamento secreto

  • Facebook
  • Twitter

Bolsonaro mostrou mais uma vez que pouco se importa com as reais necessidades da população. E mesmo a Saúde, que já apresenta tantos problemas, foi vítima de uma nova tesourada que irá comprometer o atendimento aos brasileiros.

No orçamento para 2023, o presidente cortou quase 60% da verba destinada ao programa Farmácia Popular que fornece remédios gratuitos para diabetes, asma, hipertensão, dislipidemia, rinite, doença de Parkinson, osteoporose, glaucoma, anticoncepção, além de fraldas geriátricas.

O levantamento feito por Bruno Moretti, assessor do Senado e especialista em orçamento da saúde, indica que o programa receberá R$ 1,2 bilhão a menos, comparado a este ano. 

Os dados completos serão publicados em Nota de Política Econômica do Grupo de Economia do Setor Público da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Atualmente, o Farmácia Popular atende a 21 milhões de pessoas. 

Tira do povo parar dar aos deputados

Enquanto segue seu plano de desinvestimento e precarização na Saúde, Bolsonaro aumenta, sem qualquer pudor, o dinheiro que será entregue aos deputados e senadores, em emendas de relator destinadas ao Ministério da Saúde.

Com a “economia” feita no orçamento do Farmácia Popular, Bolsonaro aumentará em 22% a verba aos parlamentares. Já as emendas individuais e de bancada impositivas – obrigação do governo - aumentaram 13%.

Na prática, Bolsonaro está engordando o cofre do orçamento secreto, em que políticos decidem sobre o destino de verbas da União sem precisar de explicações detalhadas. Na maior parte das vezes o dinheiro é empregado em currais eleitorais, visando apenas o ganho político. 

Ataque à Saúde indígena

A guerra do governo Bolsonaro contra os povos indígenas brasileiros também se manifesta no desmonte da no atendimento médico dedicado aos povos originários. Para o ano que vem, os cortes na saúde indígena também beiram os 60%. 

Ante o R$ 1.48 bilhão aplicados em 2022, o orçamento para o ano que vem está previsto em R$ 610 milhões. Corte de R$ 870 milhões. Desde 2018, o dinheiro investido para os cuidados médicos e preventivos a indígenas têm recebido cortes em sequência.

A situação dramática ficou ainda mais evidente durante a pandemia de covid-19. Até o momento, as mortes notificadas já ultrapassaram 10 mil. No entanto, segundo a Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) o número pode ser quatro vezes maior. 

Todo repúdio

A política de desmonte dos serviços públicos é um retrato cruel do governo Bolsonaro que, acima de tudo, atua para dificultar a vida dos brasileiros e aumentar a desigualdade social presente na sociedade.

É preciso denunciar a política que destina dinheiro público aos interesses pessoais de deputados e senadores. A tática foi usada durante todo mandato de Bolsonaro como forma de proteção ao impeachment.

Por isso, é dever das entidades de classe, como a CSP-Conlutas, organizar a classe trabalhadora para a luta direta com o objetivo de transformação da sociedade. Fora Bolsonaro e sua política genocida

Rua Boa Vista, 76 – 11° andar CEP: 01014-000 - Centro - São Paulo/SP
Telefone: (11) 3107-7984 - secretaria@cspconlutas.org.br
© CSP-Conlutas - Todos os direitos Reservados.

  • Facebook
  • Twitter
  • Youtube
  • Instagram
  • Flickr
  • WhatsApp