Ação do PL tenta apagar crimes de Bolsonaro na pandemia. É genocida, sim!

Ação do PL tenta apagar crimes de Bolsonaro na pandemia. É genocida, sim!

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Muito além de preservar a imagem eleitoral de seu candidato, a tentativa do PL, partido de Bolsonaro, de proibir que pessoas chamem o presidente de genocida visa apagar os crimes cometidos em quase quatro anos pelo comandante do país.

Em ação movida junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a sigla pediu a punição do PT e Lula, após este se referir a Bolsonaro como genocida em comício. O MPE (Ministério Público Eleitoral) deu parecer contrário à ação na última semana.

O fracasso da medida não deve diminuir a gravidade do plano de censurar a crítica ao ex-capitão do Exército, muito menos intimidar o povo brasileiro de chamar o presidente pelo que realmente é.

Os crimes de Bolsonaro contra o povo

Ainda que tenha atentado contra a vida dos brasileiros desde seu primeiro dia de mandato, foi durante o período da pandemia que Bolsonaro ganhou a alcunha de genocida. Não faltaram exemplos de ações que levaram o país a marca de quase 700 mil mortos pela covid-19.

Depois de desdenhar do novo vírus, o qual chamou de gripezinha, Bolsonaro investiu pesado nas fakenews e na propaganda de remédios ineficazes contra a doença. As mortes já passavam de centenas de milhares, mas o presidente continuava contra as medidas de proteção, como o distanciamento social e o uso de máscaras.

Mais tarde, o mundo se apressava para ter a vacina, exceto o governo brasileiro, que atrasou ao máximo a compra dos imunizantes, os quais Bolsonaro fez dura campanha de difamação baseada em mentiras.

Como se isso não bastasse, no início do segundo ano da crise sanitária, Bolsonaro testa sua teoria da imunidade de rebanho em Manaus (AM). O resultado é catastrófico, com pacientes morrendo sufocados nos postos de saúde sem oxigênio disponível.

É pelos fatos citados que há ações contra Jair Bolsonaro no Tribunal Internacional de Haia e Tribunal Permanente dos Povos. Ainda sem julgamento previsto, elas acusam o presidente do Brasil do crime de genocídio.

Massacre indígena

Não foi somente pelo descaso que Bolsonaro abriu caminho para mortes de brasileiros e brasileiras. Suas ações políticas também entram na conta do termo genocida, em especial o tratamento dado aos povos indígenas.

O favorecimento do agronegócio predatório e a atuação parlamentar agressiva contra o meio ambiente e os direitos dos povos originários facilitou o aumento da violência na mata e no campo.

Com a carta branca dada aos grandes proprietários de terra, somente Nos dois primeiros anos de governo o índice de indígenas assassinados subiu 61%. Já as invasões de terras indígenas no mesmo período aumentaram 137%. A liberação dos territórios levou a covid-19 para as aldeias, agravando a situação.

O desmonte das agências fiscalizadoras como a Funai (Fundação Nacional do Índio) foi um ingrediente a mais na tragédia, chamada pelos próprios povos indígenas de etnocídio, ou seja, o genocídio da cultura das etnias.

Basta!

Para interromper esse período de morte protagonizado por Bolsonaro, a CSP-Colutas defende que a classe trabalhadora brasileira deve derrubar Bolsonaro e toda a ultradireita e no lugar construir uma alternativa classista

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