Auditoria da CGU identifica salários de militares acima do teto

Auditoria da CGU identifica salários de militares acima do teto

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Enquanto servidores públicos têm se mobilizado para cobrar a reposição de perdas da inflação e enfrentam o descaso de Bolsonaro e seu ministro Paulo Guedes, militares que atuam em cargos na administração pública receberam salários acima do teto do funcionalismo. É o que aponta uma auditoria da CGU (Controladoria Geral da União).

Segundo o levantamento, somente em um único mês avaliado (dezembro de 2020) foram pagos pelo menos R$ 5,79 milhões em salários a militares que atuam em cargos comissionados no governo em valores acima do teto do funcionalismo, que equivale ao salário de um ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). No período, esse teto era de R$ 39,2 mil mensais.

O relatório da CGU foi revelado na coluna de Guilherme Amado, do site Metrópoles, e confirmado por outros veículos de imprensa.

Segundo o levantamento, entre 2.770 militares e pensionistas de militares com cargos no governo federal, ao menos 729 tiveram salários acima do teto constitucional, o que resultou num prejuízo de R$ 5,1 milhões aos cofres públicos.

Outros 110 militares devolveram diferenças em relação ao teto salarial, mas em quantidade insuficiente. Ou seja: seguiram recebendo dinheiro público em quantidade acima do legalmente permitido. Neste recorte, foram mapeados R$ 657 mil em indícios de irregularidade.

Manobra para manter mamata

Em abril de 2021, o governo aprovou uma portaria que alterou as regras para aplicação do teto do funcionalismo, que beneficiou diretamente o próprio Bolsonaro e militares, como seus ministros Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil) e Braga Neto (Defesa).

Na prática, a portaria permitiu uma manobra considerando de forma separada as aposentadorias e os salários de militares e servidores aposentados em cargos comissionados para fugir do teto constitucional.

O relatório da CGU, contudo, ressalta que a nova regra criada pelo governo não retira a irregularidade anterior, de dezembro de 2020, e outras que eventualmente ocorreram.

Mais uma vez se comprova que Bolsonaro é árduo defensor da retirada de direitos da classe trabalhadora, mas quando se trata dos próprios interesses e dos setores que lhe interessam, como os militares que são sua base de apoio, a política é outra. É mamata mesmo.

 

Com informações: site Metrópoles

 

 

 

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