RCN de 20 a 22/5/2022: Setorial de Negras e Negros

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Realizado dia 11/05/22, às 18h30 (Plataforma Zoom)

Entidades Participantes: Quilombo Raça e Classe (PE, AP, ES, RJ, SP, MG); Oposição Sindsprev-MG; Sinajuf-Am; APOESP- seção ABC, SindSaúde- Contagem BH; Oposição Sindsprev-RJ, Sepe-RJ-seção VR, trabalhadores autônomos; Sindpere; Aposentados(as) da Educação - PE e RJ.

Resumo do relatório das discussões do Setorial NN

No Brasil, sob a batuta do governo negacionista e genocida de Bolsonaro e Guedes não temos igualdade e nem liberdade para viver com dignidade e com condições plenas de vida.

Neste 13 de maio, no Brasil, vamos denunciar o racismo e o capitalismo, pois ter uma Lei Áurea que liberou os negros e negras escravizados pelo regime de escravidão não significou a garantia de liberdade e igualdade dentro de um sistema capitalista desigual social e economicamente. O Estado brasileiro e a elite branca não repararam historicamente a classe trabalhadora no país e as consequências foram nefastas nos seus mais de 350 anos de acumulação de riquezas extraídas através da trabalho escravo. Depois, com a República, a exploração e a bárbara opressão. Antes, torturas, estupros e humilhações sobre nossos antepassados africanas e africanos e que, hoje, retroalimentam a consciência do dominador sobre o dominado ao lidar com os indígenas durante todo este período, que fez e faz aprofundar a cada dia as desigualdades interétnicas e sociais sobre o nosso povo e nossa classe trabalhadora.

Sabemos que essa opressão nos divide no regime capitalista e na divisão social do trabalho provocou desigualdades salarial e social, a qual chamamos de racismo e que variou de peso e forma em cada governo que passa - desde a perseguição policial e formas repressivas inauguradas no período da ditadura militar até os dias atuais, como indicadores do atlas da violência de mortes pelas batidas policiais que aumentou na pandemia de Covid-19 assustadoramente.

O desemprego e a fome atingem mais de 60% da população negra e as favelas são territórios sem saneamento básico e com violência doméstica e urbana provocada pelos governos de plantão. A subalternização e o trabalho análogo à escravidão do negro no campo, por meio do agronegócio, mostram o real retrato da crise do capital e do latifúndio para manter seus lucros.

O aumento do encarceramento que atinge as camadas mais pobres da juventude negra e o reduzido orçamento das escolas públicas e universidades e institutos federais vêm prejudicando a vida da classe trabalhadora.

O atual governo opera um genocídio negro, em que podemos verificar que a cada 23 minutos perdemos um de nossos jovens. O governo de Bolsonaro, em continuidade ao Governo Temer, com a sua política de fim da CLT e pós-pandemia lança declarações e ações abertamente racistas, machistas, lgbtfóbicas e xenófobas, provando assim sua ideologia capitalista e protofascista. Combinadas, a vontade pelo lucro e o ódio racial resultaram no genocídio de 665 mil brasileiros na pandemia, nos ataques às comunidades quilombolas e indígenas e no crescente número de subempregados, como os motoristas de Uber, entregadores, entregadores de Ifood e aplicativos/delivers - profissionais estão sendo confundidos com bandidos, sendo majoritariamente negros e nordestinos.

É tarefa das organizações do Movimento Negro, em unidade com o movimento estudantil e sindical, se diferenciar das outras entidades negras que só pensam em ganhar cargos no parlamento no sentido de fortalecer a campanha de Lula e Alckmin em vez de estarem nas ruas protestando, denunciando, e vem freando as mobilizações diretas. Assim como a indignação e disposição de luta contra o racismo, o machismo, a Lgbtfobia, a xenofobia, a retirada de direitos e pelo Fora Bolsonaro e Mourão, já!

O caminho é buscar a construção de uma Greve Geral, em que a classe, a base respondam nas lutas e não na ilusão das urnas. Até porque os casos mais bárbaros de racismo no capitalismo atual, numa situação mundial de crise econômica, com carestia, fome social e destruição da natureza e crises políticas e de governos corruptos e de ultradireita como Bolsonaro e Guedes, não se restringiram só a eles, se estendem a outros governos.

Propostas de resoluções

- Todo apoio ao povo ucraniano, nenhuma confiança ao governo burguês de Zelenski, e pelo Fim da Guerra e pelo Fora as tropas do genocida Putin; fora USA, OTAN e Imperialismo UE da Ucrânia!

- Todo apoio a autodeterminação dos povos do terceiro mundo e dos países semicoloniais principalmente povos africanos que estão em guerra civil contra o imperialismo europeu e estadunidense.

- As grandes centrais sindicais vêm tentando canalizar tudo na conjuntura para as eleições presidenciais de 2022 e estão ignorando os 45 dias de greve nacional dos servidores públicos, principalmente do INSS; que a CSP-Conlutas jogue mais peso no apoio à greve nacional do INSS.

- Que a CSP-Conlutas, campeã na unificação das lutas que ocorreram no primeiro semestre, desempenhe um papel de vanguarda nos próximos dissídios salariais de Correios, bancários e petroleiros, categorisa que podem estimular a greve geral e o Fora Bolsonaro e Mourão no país!

- Pela revogação das privatizações e terceirização fim e meio no mundo do trabalho, pois a precarização e a uberização são uma escravidão para negros e negras no país.

- Que nossa Central junto com QRC (Quilombo Raça e Classe) ajude a apoiar através de ações políticas de luta direta nas ruas com Movimento Negro pela defesa das cotas raciais no país contra o Bolsonarismo no Congresso Nacional e nos estados.

- Que o 13 de maio é um dia nacional de denúncia do racismo e do capitalismo e que em 388 anos não garantiu reparação histórica: Emprego, terra, territórios quilombolas e indígenas e moradia. Por isso, propomos “uma Live Setorial de Negras e Negros da CSP-Conlutas no mês de maio que proporcione uma reflexão no movimento sindical e popular sobre as reparações históricas.

- Que a CSP-Conlutas apoie a luta dos imigrantes e trabalhadores negros africanos e a luta por reparar o passado histórico e o roubo de suas riquezas pelo colonialismo europeu e estadunidense que estão nos principais museus da Europa, com destaque aos de Berlim e de Nova York.

- Que o crime de “injúria racial” seja equiparado ao crime de racismo, que é um crime hediondo,  para que não se repita no país. Para tanto, tomamos como referência o caso do metrô de São Paulo, em que uma vítima negra que foi insultada por uma passageira branca de origem europeia, da Hungria, que tem um governo nazifascista.

- Que sejam aprovadas as cotas raciais para todos os concursos públicos (o Governo Bolsonaro impede que tenham cotas raciais Polícia Federal) e também das magistraturas do STF (Supremo Tribunal Federal).

- Que nossa central sindical e seus sindicatos de transporte encampem uma campanha contra o racismo e as violências sexuais incluindo os estupros nos ônibus e trens das periferias e dos bairros periféricos em todo o país.

- Atividade até o final de maio 2022: Live de repudio ao 13 de maio e a favor das reparações históricas ao povo negro!

- Aprovar: Moção de repúdio à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e ao Consulado da Hungria.

 

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