24 de Janeiro: Dia Nacional dos Aposentados e da Previdência Social

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Data marca históricas lutas contra retrocessos mas também reforça resistência por melhores direitos para aposentados e pensionistas 

Os últimos anos foram marcados por lutas em defesa de nossos direitos previdenciários. Nesta terça-feira, dia 24 de Janeiro, é preciso resgatar não somente nosso histórico de mobilizações, como também alavancar nossos esforços por uma aposentadoria digna para trabalhadoras e trabalhadores do país.

Do Sindicato da Alimentação de Jacareí e Região (SP) e dirigente no Setorial de Aposentados da CSP-Conlutas, Joaquim [Boca] Aristeu Neto relembra que “durante o governo Temer, nossos direitos foram arrochados, fazendo com que os salários dos aposentados não tivessem nenhum aumento  real, em especial o salário mínimo que, desde 2016, só recebe a reposição da inflação”.

Ele aponta que, uma prova deste arrocho é o “substancial aumento dos endividados com os empréstimos consignados”.

De 2016 a 2022, o número de empréstimos de pessoas devendo ao consignado aumentou em torno de 40%, sendo a maioria formada por aposentados e pensionistas. 

Junto a isto, nestes anos o aumento do custo de vida, em especial dos medicamentos, subiu mais do que o dobro dos aumentos dos aposentados.

“No governo Bolsonaro, a redução de verbas do SUS com a emenda constitucional nº 95 do Teto de Gastos, a retirada de vários medicamentos da farmácia gratuita, a Reforma da Previdência, pioraram as condições para se aposentar e reduziram vários direitos. Além disso, o atraso para comprar as vacinas levando à morte milhares de idosos no início da pandemia, fez com que nestes últimos anos os aposentados tivessem muito pouca coisa a comemorar”, destaca o dirigente.

É possível esperançar na luta

Joaquim Boca avalia que Lula derrotou Bolsonaro com milhões de votos de aposentados, e que é possível que as esperanças se renovem.

“Os aposentados lutaram, e muito, para derrotar Bolsonaro. Nas ruas, não foi possível, mas não desistiram, e nas eleições, não temos dúvidas, milhões de aposentados e pensionistas votaram em Lula para derrotar Bolsonaro”, considerou.

“Porém, sabemos que derrotamos Bolsonaro, mas o Bolsonarismo ainda continua vivo, e nossas reivindicações, mesmo com o governo Lula, não virão de graça. Neste sentido não temos dúvidas que precisamos continuar lutando para enterrar de vez o Bolsonarismo golpista, bem como para buscar as nossas reivindicações”, expõe o dirigente.    

Dentre as demandas de aposentados, Joaquim lista:

  • Por aumento real a todos os aposentados e pensionistas;
  • Pelo fim do teto de gastos e mais verbas para o SUS;
  • Pela correção da tabela do IR;
  • Por 14º salário para os aposentados e revogação da Reforma da Previdência;
  • Pagamento dos processos como a Revisão da Vida Toda e demais processos que corrigem as demais perdas nos salários dos trabalhadores.

 

 

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