Reuniões com ministérios e STF marcam as pautas da classe trabalhadora diante do governo

Reuniões com ministérios e STF marcam as pautas da classe trabalhadora diante do governo

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Reunião com presidente Lula, STF e três ministérios sindicalistas apresentaram pautas gerais da classe trabalhadora e de setores específicos 

A semana foi intensa em Brasília (DF) para o movimento sindical e mobilização pelas reivindicações da classe trabalhadora. Além da reunião das Centrais Sindicais com o presidente Lula que aconteceu na quarta-feira (18) no Palácio do Planalto houve mais quatro atividades no decorrer de dois dias. Reunião no STF (Supremo Tribunal Federal); com o ministro do Trabalho, Luis Marinho; o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi; e com o vice presidente Geraldo Alckmin, ministro da Indústria e Comércio.

STF

Representantes das dez Centrais Sindicais se reuniram com a ministra Rosa Weber na sede do STF na tarde de quarta-feira (18) em desagravo ao ataque de bolsonaristas aos prédios dos Três Poderes, incluindo o do STF no domingo (8).

No encontro cobraram ao Supremo a punição dos golpistas, e Luiz Carlos Prates, o Mancha, da CSP-Conlutas também defendeu o confisco dos bens dos bolsonaristas envolvidos nas ações golpistas pelo país, assim como investigação e prisão do clã Bolsonaro.

A comissão de sindicalistas defendeu a proteção ao emprego e a ratificação da Convenção 158 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), pois o tema entrará em pauta no Supremo no próximo período.

A Convenção 158 da OIT, adotada em 1982, proíbe o instrumento da demissão sem justa causa e instaura uma série de procedimentos que precisam ser cumpridos por uma empresa para que consiga encerrar o vínculo de um empregado.

Assista ao comentário de Mancha sobre a reunião no STF

Ministério do Trabalho

Na manhã de quinta-feira (19), a reunião das Centrais Sindicais ocorreu com o ministro do Trabalho Luiz Marinho. A pauta foi a regulamentação do trabalho em aplicativos.

A categoria em campanha com o slogam “Parem de nos matar” reivindica melhores taxas de entrega e segurança no trabalho, pois segundo os entregadores precisam correr contra o tempo para dar conta de um número elevado de entregas em expedientes que superam doze horas seguidas, o que causa acidentes e exaustão sem qualquer condição de trabalho.

Lideranças da categoria cobraram participar das iniciativas governamentais que discutiriam a regulamentação do trabalho no setor e diversas delas estavam presentes. 

Paulo Gallo, uma das lideranças de São Paulo, participou da reunião por indicação da CSP-Conlutas.

Ministério da Previdência

Mancha centrou a intervenção em nome da CSP-Conlutas para defender a revogação da reforma da Previdência.

A integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas Gesa Linhares que também participou da reunião com o ministro da Previdência Carlos Lupi, também cobrou a revogação da reforma da Previdência, e propôs que as Centrais Sindicais possam apresentar a realidade concreta dos fundos previdenciários próprios que convivem com déficits cotidianos que provocam atrasos nos pagamentos de aposentadorias. “Salário em dia dos aposentados é um direito e não abrimos mão”, disse.

Ministério da Indústria e Desenvolvimento

Na reunião com o vice presidente Geraldo Alckmin, a CSP-Conlutas deteve-se principalmente na denúncia as privatizações como a da Petrobras e a venda da Eletrobras, repleta de esquemas fraudulentos nas licitações etc.

Também foi denunciada a privatização do metrô de Belo Horizonte (MG), concedido à iniciativa privada no final de dezembro de 2022, com anuência fo então governo federal de Jair Bolsonaro e por pressão do governador Romeu Zema.

A situação na Avibras que, em greve, que está há 4 meses sem salários foi ponto de pauta. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (filiado à CSP-Conlutas), Weller Gonçalves, e o secretário geral da entidade, Renato Almeida, entregaram documento referente a situação da Avibrás reivindicando uma intervenção direta do governo federal na empresa. “Se a Avibras seguir sob comando do capital privado, o que vai sobrar para os trabalhadores é a precarização, que já está evidente na empresa. Defender os empregos na Avibras significa defender a indústria nacional, e foi isso que cobramos”, explicou Weller. O vice-presidente se comprometeu a fazer uma articulação sobre a questão com o ministro da Defesa, José Múcio.

Também representou a Central a integrante da Secretaria Executiva Nacional Siliva Letícia Luz.  

O tema da desindustrialização também foi pauta do encontro.

                                                                                                                                                                                             Dirigentes do SindMetal SJC entregam carta a Alckmin - Foto: Lucas Martins

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