Demissões na GM geram repúdio. Entidades exigem reintegração de Mancha

Demissões na GM geram repúdio. Entidades exigem reintegração de Mancha

  • Facebook
  • Twitter

Dispensas são denunciadas como arbitrárias e prática antissindical que viola a organização dos trabalhadores

Entidades nacionais e internacionais têm se manifestado desde a semana passada contra a demissão arbitrária, feita pela General Motors, do metalúrgico e dirigente sindical Luiz Carlos Prates, o Mancha.

Moções e declarações em vídeos denunciam o ataque à organização sindical dos trabalhadores e pedem a reintegração imediata do dirigente, dispensado no último dia 10.

Nesta quinta-feira (17), as centrais sindicais divulgaram nota em que acusam a montadora de desrespeitar a liberdade sindical no Brasil e perseguição aos sindicalistas. Além de Mancha, o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul (SP), Gilvam Miranda Landim, também foi dispensado pela empresa.

À Folha de S.Paulo, em nota, a montadora informou que “cumpre rigorosamente a legislação brasileira em todos os processos de desligamento de empregados". Uma falácia.

A dispensa viola o artigo 8° da Constituição Federal, bem como da Convenção 98 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que garantem o direito de liberdade sindical e estabilidade a dirigentes sindicais.

Mancha é funcionário da GM há 35 anos, ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região e é dirigente da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas. Dirigente com longa trajetória nas lutas dos metalúrgicos e da classe trabalhadora dentro e fora do país.

Apoio internacional

Além de centenas de sindicatos, federações e confederações do país de várias categorias, tais como metalúrgicos, petroleiros, funcionalismo público, Correios, organizações internacionais também tem se pronunciado e enviado moções.

A IndustriALL Global Union, que representa mais de 50 milhões de trabalhadores/as da indústria de 141 países, incluindo o Brasil, manifestou contrariedade à dispensa aribtrária de Mancha. “IndustriALL Global Union solicita a General Motors que respete la libertad de organización y proceda a cancelar el despido de Prates”, exigiu a organização em nota.

A Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas, Fesim - Federación de Sindicatos de la Industria Siderometalúrgica/CGT Metal, Fronte di Lotta No Austerity, SINTTIA, Sindicato Independente da GM Silao, do México, e do ICOG, Grupo da Coordenação Internacional dos Trabalhadores do Setor Automotivo, da qual o Mancha faz parte representando a categoria da GM no Brasil, são outras entidades estrangeiras que também se somaram à campanha exigindo a revogação da dispensa.

Ativistas de outros setores também. José Rodrigues Mao Júnior, o Mao, vocalista da banda Garotos Podres, conhecida por críticas sociais e posicionamento em favor da classe trabalhadora e do povo da periferia, também se manifestou.

Para Mancha, a postura da GM reflete uma política antissindical que visa enfraquecer a organização dos trabalhadores. “Demitir um trabalhador com a justificativa de aposentadoria é um ataque, sendo um dirigente sindical ainda mais”, avalia.

“A organização sindical é um direito dos trabalhadores e vamos seguir na luta, bem como em defesa da estabilidade no emprego a todos os trabalhadores, contra demissões em massa e dispensas imotivadas”, afirmou Mancha.

Confira também moção assinada por entidades filiadas à CSP-Conlutas (aqui)

 

 

 

Rua Boa Vista, 76 – 11° andar CEP: 01014-000 - Centro - São Paulo/SP
Telefone: (11) 3107-7984 - secretaria@cspconlutas.org.br
© CSP-Conlutas - Todos os direitos Reservados.

  • Facebook
  • Twitter
  • Youtube
  • Instagram
  • Flickr
  • WhatsApp