RCN de 17 a 18/09/2022: Moção de apoio à servidora Débora Maria Lopes

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(Aprovada na Reunião de 02/08/2022 da Secretaria Executiva Estadual da CSP Conlutas-RJ)

A Secretaria Executiva da CSP Conlutas-RJ reunida em 02/08/2022 discutiu a necessidade de apoiar a servidora Débora Maria Lopes, lotada no IFCH – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UERJ, que foi arbitrariamente colocada à disposição da SGP, pela atual direção da unidade.

À sua revelia e discordância, a servidora foi informada somente dia 29 de julho próximo passado de sua disponibilidade, depois de quase 2 anos de abertura do processo, quando estava em licença médica e em plena pandemia. Foi comunicada de forma autoritária, sem nenhuma transparência, e se quisesse saber os motivos que procurasse o órgão competente. Sequer foi respeitada sua condição de fragilidade quando ainda necessita de cuidados de saúde (em seu tratamento de câncer de mama). Nenhuma justificativa quanto ao trabalho em si foi alegada, apenas discordâncias políticas.

Além da mobilidade arbitrária e injusta, Débora recebeu no dia 30 de agosto, uma semana após sua última cirurgia do tratamento do câncer, convocação para sindicância na Uerj para comparecimento ainda no período de sua licença saúde. Sua doença, seu tratamento e suas licenças não foram considerados no processo de mobilidade pela direção do IFCH e agora, mais uma vez, há profundo desrespeito ao seu direito de recuperação após a cirurgia. Queremos destacar que ignorar problema de saúde dos trabalhadores é caracterizado como assédio moral.

Em curto período Débora foi a terceira servidora deste setor, a passar por tal constrangimento e assédio moral. Um processo que atinge sua honra profissional, depois de mais de 27 anos de dedicação e compromisso com o trabalho, com a universidade e o serviço público. Nunca recebeu qualquer queixa ou repreensão pelo trabalho realizado e sempre cumpriu com seus deveres institucionais. Foi representante dos técnico-administrativos por três gestões do CONSUN, participou em antigas direções da ASUERJ e do SINTUPERJ, além de sua atuação no movimento sindical estadual e nacional. Participou da fundação da CSP Conlutas, sempre deixou clara suas posições políticas, dignas de quem tem coragem, liberdade dos que nada devem e sempre teve atuação exemplar. Não podemos nos calar diante de tal prática dentro ou fora da universidade.

Por essa situação e por tantas outras em que outros servidores declaram estarem sofrendo, afirmamos nosso repúdio e exigência de retirada imediata do processo de disponibilidade da servidora e apuração dos casos de perseguição e assédio moral na Universidade, a começar pelo IFCH.

- BASTA DE ASSÉDIO MORAL!

- EM DEFESA DA LIBERDADE DE OPINIÃO!

- EM DEFESA DA LUTA DOS SERVIDORES ESTADUAIS!

- EM DEFESA DA UNIVERSIDADE PÚBLICA, GRATUITA E DE QUALIDADE!

- LUTAR NÃO É CRIME!

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