Saúde do trabalhador


Apresentação do Setorial de Saúde e Segurança do Trabalhador

 

O Setorial de Saúde e Segurança do Trabalhador é uma necessidade da classe contra os abusos que o capitalismo impõe à nossa força de trabalho.

 

Há mais de 200 anos, com a chegada da revolução industrial, o fim dos trabalhos artesanais e com a criação da produção industrializada, os acidentes do trabalho e doenças profissionais, que já existiam em menor intensidade, se proliferaram.

 

Com o passar dos anos e o aumento da ganância dos patrões por cada vez mais lucros, ocorreram varias mudanças no processo produtivo, como os fenômenos fordismo (modelos de produção em massa) e toyotismo (aumento da produtividade do trabalho fabril). Esses novos métodos de gerenciamento da produção desencadearam  a reestruturação nas formas de produzir, ocasionando  jornadas extenuantes de trabalho, pressão sobre os trabalhadores para que produzissem mais em menos tempo, entre outros fatores. Isso fez com que aumentassem os acidentes e doenças do trabalho, chegando a uma triste estatística: morrem mais trabalhadores por esses motivos do que nas grandes guerras no mundo.

 

De acordo com dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que, desde 2003, adotou 28 de abril como Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, ocorrem anualmente 270 milhões de acidentes de trabalho em todo o mundo. Aproximadamente 2,2 milhões deles resultam em mortes. No Brasil, segundo o relatório, são 1,3 milhão de casos, que têm como principais causas o descumprimento de normas básicas de proteção aos trabalhadores e más condições nos ambientes e processos de trabalho.

 

Segundo o estudo da OIT, o Brasil ocupa o 4º lugar em relação ao número de mortes, com 2.503 óbitos. O país perde apenas para China (14.924), Estados Unidos (5.764) e Rússia (3.090).

 

Nos dados da OIT constam ainda que cerca de cinco mil trabalhadores morrem no mundo todos os dias por causa de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. O documento, denominado Trabalho Decente – Trabalho Seguro, alerta que a maioria da força trabalhista mundial não possui segurança preventiva, serviços médicos nem mesmo compensação para acidentes ou doenças.

 

Nos dias de hoje, muitas empresas não emitem o CAT, formulário de reconhecimento do acidente ou doença do trabalho. Com isso, grande número de trabalhadores e trabalhadoras não tem os acidentes e doenças do trabalho reconhecidas. As doenças psíquicas, causadas pelo Assédio Moral nos locais de trabalho, também entram nessa triste estatística.

 

Além disso, o governo a partir de FHC, passando por Lula e agora Dilma Roussef , a cada dia que passa, tenta dificultar ao máximo o reconhecimento das causas que geram doenças e acidentes do trabalho, tendo como exemplo a criação do NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário) e alta programada, que pioraram e muito o pagamento dos benefícios bem como o reconhecimento das lesões como doenças e acidentes do trabalho.

 

Houve também a traição que as centrais sindicais CUT/ Força Sindical, CTB e outras centrais governistas, que após o governo Lula se aliaram com a política de apoio as medidas governamentais contra os trabalhadores.

 

Todos esses fatores contribuíram para que representantes da CSP-Conlutas, no início de 2011, criassem o Setorial de Saúde e Segurança do Trabalhador. Esse setorial tem o objetivo de organizar os trabalhadores a partir de suas entidades e movimentos filiados. De dois em dois meses, nas plenárias nacionais, são discutidos sobre os ataques e as formas de resistência dos trabalhadores e os mecanismos de organização dos setoriais nos estados e regiões. Tudo isso, busca contrapor os ataques dos governos, patrões e dizer não as traições das centrais sindicais governistas que fazem coro com os governos nos ataques contra os trabalhadores.

 

Você que visita nosso setorial, está convidado a organizar conosco esse processo.

 

Diga não aos modelos de produção que tiram a saúde da classe trabalhadora em nosso país e no mundo.