Sábado (16) terá ato na Praça da Sé contra a violência política

Sábado (16) terá ato na Praça da Sé contra a violência política

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No próximo sábado (16), às 10 horas, será realizado na Catedral da Sé, em São Paulo, um ato inter-religioso em protesto à violência política que tem recrudescido no país. Organizada pela Comissão Justiça e Paz de São Paulo e outras entidades, a manifestação acontece em meio à indignação após o crime político do assassinato do guarda municipal Marcelo Arruda pelo agente penitenciário bolsonarista Jorge Guaranho e das mortes bárbaras do indigenista Bruno Pereira o do jornalista Dom Philips. 

Leia: Bolsonarismo mata: discurso de ódio é responsável por assassinato em Foz do Iguaçu

Nas palavras de Antonio Funari Filho, presidente da Comissão, um dos organizadores do ato, “é preciso que grande parte da sociedade se una nesse esforço. É importante que haja essa manifestação, que demonstra que a gente tem que começar a dar um basta na violência", disse.

"A gente só vai recuperar a dignidade e o que foi destruído nos últimos anos se houver uma grande mobilização”, completou.

O ato inter-religioso tem como centro a defesa dos povos indígenas e do meio-ambiente, além da denúncia da escalada de violência no país. 

Segundo os organizadores, a ideia é reproduzir a Catederal da Sé como protragonista, como foi em 1975, do ato contra a ditadura e de denúncia da assassinato do jornalista Wladimir Herozog em uma cela do DOI/CODI, em São Paulo. Uma morte que expôs a acrueldade dos porões da ditadrua militar brasileira. 

Além do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Philips serão homenageados todos os ativistas perseguidos e/ou mortos na luta pela preservação da vida e dos direitos dos povos indígenas. As viúvas de Bruno e Dom participarão das atividades.    

Barrar a violência da ultradireita

Sobre a escalada da violência eleitoral, as Centrais Sindicais assinaram uma carta para o ato na praça da Sé denunciando o assassinato do dirigente petista em Foz do Iguaçu (PR), no último dia 10, ponto alto de uma série de episódios registrados nas últimas semanas de violência contra opositores do bolsonarismo.

Outras indicações de violência são observadas neste periodo eleitoral.

Na semana passada, uma bomba caseira com fezes foi lançada contra o público que participava do ato do PT com Lula na Cinelândia (RJ). No mesmo dia, o carro do juiz responsável por mandar prender o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro envolvido no escândalo de corrupção no MEC foi vandalizado com fezes de animas e ovos. No dia 15 de junho, num ato em Uberlândia (MG), um drone jogou uma substância também sobre o público de um ato com Lula.

Os ataques acontecem em meio à ofensiva de Bolsonaro contra o sistema eleitoral brasileiro, em que faz acusações sem provas de supostas fraudes nas urnas eletrônicas e convoca sua base a rejeitar qualquer resultado em que não seja o vencedor. Em sua live, na última quinta-feira, o presidente de ultradireita se referiu ao episódio da invasão do Capitólio, nos EUA. “Você sabe o que está em jogo, você sabe como deve se preparar. Não para um novo capitólio, ninguém quer invadir nada. Nós sabemos o que temos que fazer antes das eleições”, disse aos seus seguidores.

A cena em que simula uma arma durante um ato no Acre durante a campanha de 2018 e fala em “fuzilar a petralhada” também é simbólica dos discursos de Bolsonaro.

O boletim trimestral divulgado pelo Observatório da Violência Política e Eleitoral mostra que os casos de violência registrados no Brasil em 2022 cresceram 23% em relação ao mesmo período de 2020. Naquele ano de eleições municipais foram computados 174 episódios, de janeiro a junho. Neste ano, já são 214 casos. Entre os episódios estão ameaças, agressões e atentados contra políticos e seus familiares, e assassinatos como o de Foz.

Para a CSP-Conlutas, Bolsonaro incentiva e é responsável por tais atrocidades. Seu governo naturaliza ações autoritárias e estimula atos criminosos de seus seguidores como parte de sua ofensiva às liberdades democráticas e planos de autogolpe. Defendemos que a classe trabalhadora precisa organizar sua autodefesa.

Confira a carta das centrais sindicais que convidam para o ato inter-religioso.

 

Foto: Sérgio Silva/Ponte Jornalismo

 

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