28 de junho: reviver a revolta de Stonewall em defesa da vida, direitos e liberdade das LGBTs

28 de junho: reviver a revolta de Stonewall em defesa da vida, direitos e liberdade das LGBTs

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Por: Setorial LGBT da CSP-Conlutas

O governo de ultradireita de Jair Bolsonaro é o responsável pela situação de carestia que atualmente assola a classe trabalhadora brasileira, com a aplicação de um brutal ajuste fiscal que empurrou o povo para uma situação de miséria permanente.

Situação que se revela em cenas dramáticas como a disputa por ossos em açougues e mercados e o aumento considerável de pessoas em situação de rua. O país tem atualmente um número equivalente a 92 milhões de pessoas em desemprego, subempregos ou na informalidade, enquanto 315 bilionários brasileiros se enriqueceram durante a pandemia, devido à concentração do PIB (Produto Interno Bruto) nas mãos de alguns grandes empresários.

A classe trabalhadora atravessa um cenário de extrema pobreza, em que mais da metade da população se encontra em situação de insegurança alimentar e o número de habitantes em favelas e aglomerações quase dobrou em dez anos.

Neste cenário, para as LGBTs da classe trabalhadora, as estatísticas são assustadoras, com o aumento do desemprego, da fome e da violência. Segundo o Coletivo Vote LGBT, o índice de pessoas LGBTs desempregadas é quase três vezes maior quando se compara às pessoas heterossexuais. Ao se considerar pessoas transexuais, a proporção aumenta ainda mais e o desemprego pode passar dos 70%.  

Deslocar as LGBTs para o desemprego, para a prostituição e para a violência também são atos de responsabilidade da covarde burguesia brasileira. A localização das LGBTs na marginalidade, pela classe que detém os meios de produção, utilizando as diferenças existentes entre as pessoas, também é uma forma para aumentar e garantir sua taxa de lucro.

Brasil: onde mais LGBTs morrem

Enquanto Bolsonaro, seus ministros e sua seita avançam ao espalhar fake news, discursos de ódio, morte e miséria, a LGBTfobia continua ocorrendo, inclusive, no interior de sindicatos e organizações do movimento que têm como objetivo unir a classe trabalhadora.

O Brasil continua sendo o país do mundo onde mais LGBTs morrem, pelo simples fato de serem LGBTs: uma morte a cada 29 horas, situação preocupante que posiciona o país, como culturalmente perigoso para as LGBTs, uma epidemia de ódio.

Em 2021, 316 LGBTs sofreram morte violenta no Brasil, 8% a mais do que no ano anterior, Conforme pesquisa conjunta entre Arte e Política LGBTI+, Associação Nacional de Travestis e Transexuais, Associação Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos.

Relembrar Stonewall com resistência e luta

Neste mês de junho, é importante resgatar a experiência de Stonewall, ocorrida há 53 anos, em 28 de junho de 1969, em New York.

Exaustos de sofrerem batidas policiais, o público deste bar se organizou e colocou os “agentes da lei” para correr. Foram dias de luta, enfrentamento e resistência protagonizados por setores excluídos de trabalhadores LGBTs, frequentadores do bar Stonewall Inn. A revolta originaria as paradas LGBTs mundo afora.

É assim que, numa data significativa como essa, é fundamental que sejam elencadas ações para o combate à LGBTfobia, inclusive, no interior das diversas organizações trabalhistas e sindicais.

Ações devem ser desenvolvidas no sentido de ampliar as denúncias dos frequentes casos de LGBTfobia que ocorrem nas diversas instituições e nos sindicatos; tornar as redes sociais instrumentos de comunicação contra a violência LGBTfóbica e avançar no sentido de lutar contra a opressão e exploração capitalistas, que compõem o projeto genocida do governo Bolsonaro.

A presença significativa de LGBTs nas ruas tem sido importante no combate às medidas de ajuste fiscal e reformas aplicadas pelo plano ultra neoliberal de Bolsonaro e Paulo Guedes, que visa precarizar ainda mais as condições de vida do povo pobre e trabalhador. A PEC 32 (Reforma Administrativa), implementada por esse governo, é um exemplo disso.

Nessa mesma perspectiva, faz-se necessária a organização da classe trabalhadora mundial para derrotar o sistema capitalista e, por isso, o combate às diversas formas de opressão, como a LGBTfobia, deve ser permanente.

No país onde mais se matam pessoas LGBTs não devemos nos deixar iludir pelas propostas sedutoras da burguesia, que se apresenta como aliada apenas para superexplorar e implementar medidas que, ao invés de libertar pessoas LGBTs, aprofundam a desigualdade, ao localizar a grande porcentagem de oprimidos em empregos precários e subempregos.

Os diversos governos, representados tanto por partidos de direita tradicional, quanto por partidos reformistas, ocorrem sucessivamente no Brasil e pelo mundo afora, e só aprofundam os ataques às pessoas LGBTs, mesmo quando se colocam como aliados e em condições de garantir direitos.

A destruição do mundo capitalista e a construção de um mundo em que classes sociais inexistam se faz urgente, principalmente na conjuntura de barbárie em que vivemos. Assim, organizar as LGBTs para combater as faces perversas do capitalismo é tarefa de uma central sindical como a CSP-Conlutas, que atua com independência de classe e não se alia a organizações que ainda iludem a classe trabalhadora e que se aliam com a burguesia , desviando as lutas que o povo pobre e oprimido ensejam em realizar.

Viva Stonewall! Viva a luta das LGBTs da classe trabalhadora!

Por um mundo socialista, em que a opressão LGBTfóbica não exista!

Pelo fim da discriminação das pessoas LGBTs!

Por emprego, renda e dignidade para as pessoas LGBTs!

Fora Bolsonaro e Mourão!

 

 

 

 

 

 

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