Luta: servidores e indígenas se mobilizam para exigir justiça e fim do desmonte da Funai

Luta: servidores e indígenas se mobilizam para exigir justiça e fim do desmonte da Funai

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Servidores da Funai realizam um dia de paralisação nesta quinta-feira (23), com manifestações em várias regiões do país. Os protestos, que também contaram com a participação de vários povos indígenas e ativistas, exigem justiça para Bruno e Dom Philips, encontrados mortos na semana passada após ficarem desaparecidos 10 dias, bem como o fim do desmonte da Funai (Fundação Nacional do Índio) e dos ataques aos povos indígenas.

Outra reivindicação central que marca os protestos desta quinta é a saída do presidente da Funai Marcelo Xavier.

Os servidores da Funai afirmam que o assassinato de Bruno e Dom tem como pano de fundo o brutal desmonte da Funai promovido pelo governo de Bolsonaro e Mourão e defendem que é preciso dar um basta à política anti-indígena do atual governo, aplicada por Marcelo Xavier e uma equipe de militares e ruralistas que passaram a controlar o órgão (confira aqui o dossiê Um retrato da Funai sob o governo Bolsonaro).

"Precisamos reunir forças para estruturar mínimas condições de trabalho e segurança para a execução de nossa missão institucional de promover e proteger os direitos dos Povos Indígenas". "Queremos uma Funai indigenistas e para os povos indígenas, já! Demarcação das terras indígenas! Não ao Marco Temporal! Queremos ser recebidos pelo Ministro da Justiça para apresentar nossas reivindicações! Nenhuma punição aos grevistas!", exigiram em nota divulgada na semana passada.

Em Belém (PA), o protesto aconteceu em frente à unidade da Funai e contou com a participação do Sintsep-PA, filiado à CSP-Conlutas, e entidades representativas como INA (Indigenistas Associados), ANSEF, CONDSEF, além de indígenas, ativistas e militantes.


Ato em Belém (PA) em frente à sede da Funai. Foto: CSP-Conlutas PA

 

Em Fortaleza (CE), houve passeata que reuniu centenas de manifestantes e também contou com a participação de entidades e representantes da CSP-Conlutas.

Edweine Martin, dirigente licenciado do Sintro, sindicato filiado à Central, destacou a importância da mobilização para exigir justiça a Bruno e Dom e para exigir uma Funai a serviço da defesa dos povos indígenas.

O dirigente destacou também que as manifestações exigem que o STF (Supremo tribunal Federral) retome o julgamento do Marco Temporal.

 

 

Não ao Marco Temporal

Defendido por Bolsonaro e ruralistas, o marco temporal define que a demarcação de territórios somente poderá ocorrer se os povos indígenas provarem que ocupavam a área anteriormente ou na data exata da promulgação da Constituição Federal, em 5 de outubro de 1988.

A tese é um verdadeiro crime, uma vez que não considera remoções forçadas e expulsões ocorridas até a Constituição entrar em vigor. Além disso, também ignora o fato de que até 88, era vedado aos povos indígenas recorrer à Justiça para defender seus direitos.

Na prática, essa tese quer legitimar o genocídio dos povos indígenas no país e a violência contra todos os que lutam em defesa dos povos originários e da Amazônia.

Ainda pela manhã, houve manifestações em outros estados como Mato Grosso, Amazonas e Distrito Federal. Em São Paulo (SP), o ato está convocado para as 17 horas, na Avenida Paulista. Em Porto Alegre (RS), a concentração será na Esquina Democrática, às 15 horas.

 

Confira mais sobre os atos na página do Facebook e Instagram da CSP-Conlutas

 


Ato no Rio de Janeiro (RJ)
 

 


Ato em Fortaleza (CE)

 

 

Foto em destaque: Ato em São Gabriel da Cachoeira (AM). Crédito: INA

 

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