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Vera apresenta programa do Polo Socialista em reunião da CSP-Conlutas

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Candidata apresenta programa socialista e debate com integrantes da reuni]ao da Coordenação Nacional da Central

A Coordenação Nacional da CSP-Conlutas se reuniu neste sábado (17) para fazer debate eleitoral, apresentar as iniciativas internacionais e dar início à organização do 5º Congresso Nacional da Central, além de aprovar resoluções e os relatórios dos diversos setoriais.

A candidata Vera Lúcia (PSTU) apresentou o programa do Polo Socialista. Negra e operária, Vera abordou a realidade enfrentada pela classe trabalhadora brasileira num cenário de fome no país. “São 125 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar, ou seja mais da metade da população brasileira. São pessoas se perguntando ‘O que eu vou comer hoje, o que eu vou dar pros meus filhos¿’. A maior preocupação é continuar vivas”.

Isto num universo em que 33 milhões passam fome e 88 milhões de desempregadas ou na informalidade. “Essa realidade se expressa na quantidade de pessoas que estão vivendo nas ruas”, ressaltou.

Foram convidados os três candidatos de esquerda: Vera Lúcia (PSTU) Sofia Manzano (PCB) e Léo Péricles (UP), somente Vera confirmou e compareceu.

Candidaturas

É neste contexto que acontece a eleição presidencial brasileira, em que a grande polarização se dá entre os candidatos Lula e Bolsonaro.

Vera ressalta que há diferença entre os candidatos, “Bolsonaro e Lula são diferentes”, disse, mas que na questão econômica irão primar semelhanças diante do projeto neoliberal que prima no mundo. Exemplifica que uma grande disputa que aparece entre os dois na campanha é o auxílio emergencial que Lula afirma que manterá em R$ 600 e Bolsonaro informa que manterá o auxílio.

No meio dessa polarização, Vera aponta que há 12 candidaturas sem que Ciro consiga avançar e que Simone Tebet não emplacou quando há ainda três candidatos da classe trabalhadora totalmente invizibilizados. “As candidaturas da classe trabalhadora são invizibilizadas”, reforça a candidata ao dizer que não são convidados para debates nem sabatinas mesmo que não haja impedimentos legais. “Não há interesse que apresentemos o nosso programa”, afirma Vera.  

Capitalismo no mundo

A candidata chama atenção de que a realidade brasileira é parte de uma realidade mundial agravada pela pandemia, mas também fruto da política do sistema capitalista que não visa a classe trabalhadora e vem atacando significativamente os direitos e condições de vida da dessa classe. “Isto se reflete na situação dos refugiados no mundo que são tratados com extrema violência”, lembra.

Programa

Vera apresentou o programa da candidatura que tem entre seus principais pontos a garantia mínimo a todos os desempregos com recursos que hoje são destinados a pagar a dívida pública aos cinco maiores bancos, com perspectiva de aumentar o salário mínimo ao calculado pelo Dieese; redução da jornada de trabalho para no máximo 30 horas semanais o que garantiria mais empregos e o aumento do PIB em 30%; estatização das cem maiores empresas do país e reestatização das privatizadas com controle operário e estatização dos bancos sob controle dos bancários; garantia de saneamento básico; investimento em transpor público e gratuidade para trabalhadores, desempregados e estudantes; estatização do agronegócio e demarcação de terras indígenas e quilombolas; revogar de reformas e leis, como a trabalhista, previdenciária e sindical e as leis antiterror, do ensino médio e do aborto, por exemplo;

Diferenças

Ao questionamento sobre a unidade dos candidatos de esquerda em uma única chapa, Vera apontou as principais diferenças.

Resgatou o conceito do socialismo a partir da classe operária no poder, com o controle dos meios de produção, das decisões econômicas e sociais e da condução do país.  

“Socialismo é um sistema social em que toda a produção da riqueza está destinada ao investimento de sociedade naquele país sob o controle da classe trabalhadora”, reafirmou.

A candidata, então, ressaltou que a classe trabalhadora não obteve o controle sobre o estado em países somo Cuba e China, por exemplo. “Esta é uma diferença fundamental com os outros partidos que impedem uma candidatura única”.

Um aspecto da conjuntura atual que impede a candidatura única, segundo vera, é o desacordo sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia.   

“A Rússia quer o controle econômico Ucrânia. Defendemos a autodeterminação do povo ucraniano, mas também que a classe tenha de lutar contra o seu governo. Não somos a favor do governo Zelensky!, disse a candidata a explicar que o PCB e UP defendem a Rússia nesta guerra.

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