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Ato na USP: não ao golpe de Bolsonaro e respeito às liberdades democráticas

Ato na USP: não ao golpe de Bolsonaro e respeito às liberdades democráticas

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Central defendeu a independência de classe na luta para derrotar Bolsonaro e a ultradireita

A Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, em São Paulo, foi tomada ontem (11) em uma forte manifestação contra as ameaças golpistas de Bolsonaro e da ultradireita. Em uma ampla unidade de ação, participaram diversos setores da sociedade.

Representantes da CSP-Conlutas nacional e da regional SP estiveram presentes, reafirmando a posição da Central, pelo Fora Bolsonaro e em defesa das liberdades democráticas, com total independência de classe.

A CSP-Conlutas e a Intersindical - Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora – lançaram uma nota conjunta para o dia 11 de agosto. As duas entidades apresentaram um manifesto classista e independente da patronal.

“Gritamos Fora Bolsonaro em unidade de ação para tirar esse genocida do poder. Mas, é importante dizer que não temos acordo quando a Carta aos Brasileiros defende o Estado Democrático de Direito Sempre”, disse Altino Prazeres, dirigente licenciado do Sindicato dos Metroviários e da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas.

“O Estado Democrático de Direito burguês mantém as estruturas de exploração e opressão sobre a classe trabalhadora e deixa boa parte da população na miséria. Somos contra a ameaça de ditadura de Bolsonaro, mas também não defendemos essa democracia dos ricos. Queremos mais. Democracia de verdade só num Estado controlado pela classe trabalhadora”, afirmou.

O dirigente licenciado da SEN da CSP-Conlutas Luiz Carlos Prates o Mancha também esteve presente e destacou que “45 anos depois se voltou ao Largo São Francisco, contra os ataques golpistas de Bolsonaro e suas ameaças ao processo eleitoral”, numa referência ao fato de que a Carta lida ontem reedita iniciativa semelhante ocorrida em 8 de agosto de 1977, durante a ditadura militar brasileira.

“Mas a Nova República, surgida do fim da ditadura, e hoje em crise, não resolveu as principais demandas do país e dos trabalhadores. A submissão às multinacionais e aos banqueiros, a miséria crescente e as desigualdades sociais continuam presentes. A violência herdada do regime militar continua, principalmente na periferia contra o povo pobre, negros, mulheres, LGBTs. Nenhum militar ou torturador foi preso ou julgado, as restrições às organizações operárias no processo eleitoral são cada vez maiores”, disse.

“Frente às ameaças golpistas do genocida Bolsonaro defendemos as liberdades democráticas e o direto das eleições, que conquistamos à custa de muito sangue e luta, mas, assim como em 1977, os trabalhadores e a juventude precisam e querem mais que o Estado Democrático de Direito. Queremos o direito de acabar com a exploração capitalista, de eliminar a propriedade privada, de impedir que a barbárie se aprofunde e, para nós, isso se faz golpeando juntos contra as ameaças golpistas, mas caminhando separados na construção de uma alternativa socialista e revolucionária para o país”, afirmou.

Segundo Mancha a luta para barrar qualquer tentativa de golpe de Bolsonaro deve se dar com a organização independente dos trabalhadores, nas ruas, nas fábricas, bairros, ocupações e escolas para mobilizar contra o golpe e a violência da ultradireita e também contra a política desse governo que está impondo fome e miséria. Ditadura nunca mais!

Leia também: Artigo - "Carta aos Brasileiros: Eu estava lá"

 

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