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Servidores se mobilizam por reajuste e contra ameaças golpistas de Bolsonaro

Servidores se mobilizam por reajuste e contra ameaças golpistas de Bolsonaro

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O mês de agosto começou com mobilização em Brasília. A Jornada de Luta em Defesa dos Serviços Públicos e da Democracia reúne o funcionalismo de diversas regiões do país em torno de uma pauta de reivindicações, entre elas o reajuste salarial, a valorização da categoria e o respeito ao processo eleitoral brasileiro.

Desde a manhã da segunda-feira (1), os parlamentares que desembarcam na capital federal são recepcionados pelos manifestantes. Nesta terça-feira (2), a prática que se tornou comum desde a campanha contra a Reforma Administrativa, em 2021, voltou a ocorrer com os servidores e servidoras apresentando suas demandas ainda no aeroporto.

“A pressão aqui não é só contra a política que vem sendo adotada por Bolsonaro, de arrocho salarial, mas também para exigir dos deputados que se posicionem a favor do serviço público e da valorização dos servidores”, explica Paulo Barela, da Executiva Nacional da CSP-Conlutas, presente nos atos em Brasília. 

Jair Bolsonaro está prestes a se tornar o primeiro presidente a não conceder qualquer reajuste aos servidores nos últimos 20 anos. Embora a pauta da campanha salarial tenha sido protocolada há 5 meses, com o índice de 19,99%, a resposta do governo federal ainda é o silêncio. 

Para os manifestantes, é fundamental denunciar a postura autoritária do ex-capitão do Exército que desvaloriza o servidor público e, por conseqüência, precariza os serviços ofertados à população. 

Eu reunião realizada, na tarde desta terça, entre lideranças do Fonasefe e representantes governo, foi reconhecido pela equipe do Departamento de Relações do Trabalho no Serviço Público que a Lei de Diretrizes Orçamentárias garante espaço para o reajuste salarial dos servidores públicos, em 2023. Portanto, não há desculpas que justifiquem a ausência das negociações. O encontro ocorreu no Ministério da Economia. 

Contra o golpismo de Bolsonaro

Na manhã desta terça, ocorreu no Senado um ato em defesa das eleições e contra a violência política. A Coalizão em Defesa do Sistema Eleitoral ocupou  a casa, juntamente com parlamentares, representantes de embaixadas, movimentos e organizações, incluindo a CSP-Conlutas.

Reunindo mais de 200 entidades, a Coalizão firmou compromisso com o TSE, em encontro com o ministro Edson Fachin, na segunda (1), de defender a democracia, as instituições, juízes e servidores dos constantes ataques promovidos pelo presidente.
Além disso, o ato também repudiou os recentes casos de violência por motivação política. A prática tem sido incentivada pelo presidente e já resultou em mortes.

“As eleições estão sendo atacadas por Bolsonaro inclusive de uma perspectiva golpista por não aceitar o resultado das urnas. Nós da CSP-Conlutas participamos em unidade de ação, mas não concordamos que o sistema eleitoral brasileiro é democrático. É um sistema voltado à burguesia e de privilégios aos grandes partidos”, explica Barela. 

Agenda de luta

A agenda de atos e atividades em Brasília segue durante a semana. Na quarta-feira (3), ocorre às 10h, um novo ato em defesa do serviço público e democracia, em frente ao Congresso Nacional. Já no período da tarde, a mobilização ocorre em frente ao (STF) Supremo Tribunal Federal.

A Jornada de Luta ocorrerá até a sexta-feira (5) e também deverá organizar uma reunião ampliada dos servidores públicos federais para discutir os rumos da luta pelo reajuste salarial e outras demandas. As atividades são um esquenta para o Dia Nacional de Protestos na próxima semana (dia 11).

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