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Vitória: Metalúrgicos do Sul Fluminense retomam perfil de luta com Chapa 2

Vitória: Metalúrgicos do Sul Fluminense retomam perfil de luta com Chapa 2

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Organização de base, democracia e independência de classe compõem o perfil da nova diretoria

Ao coro de “o peão voltou” e muita comemoração, a Chapa 2 - Hora da Mudança venceu a eleição para a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos Sul Fluminense (RJ). O resultado oficial saiu na primeira hora de sexta-feira (29). A nova direção assume a gestão no dia 8 de setembro.

Com a apuração encerrada, a Chapa 2, apoiada pela CSP-Conlutas e CTB, obteve 67% dos votos, a Chapa 1 da atual direção da entidade, ligada à Força Sindical, obteve 19%, a Chapa 3, apoiada pela CUT, contou com 13% dos votos somente.  

Organização de base

A diretoria eleita derruba anos de direção pelega na entidade e entram lutadores da categoria metalúrgica e a Comissão de Base da CSN que conduziu a recente mobilização por salários e direitos paralisando a empresa depois de anos sem lutas.      

“Mais do que uma importante vitória que resgata o sindicato para a luta dos trabalhadores, esse resultado é expressão direta da intensa luta e mobilização protagonizada pelos operários da CSN em Volta Redonda. A Chapa 2 formou-se a partir da Comissão de Base organizada durante o duro enfrentamento contra a empresa, enfrentando-se também contra a burocracia que há mais de 10 anos estava encastelada na direção da entidade, entregando direitos e tornando-se, na prática, agente direto da patronal na categoria”, afirma o integrante da Secretaria Executiva da CSP-Conlutas Nacional Atnágoras Lopes que acompanhou o processo desde a mobilização da categoria.

A CSP-Conlutas acompanhou a luta dos operários da CSN e cumpriu papel fundamental para organizar e fortalecer a Comissão de Base, que se filiou à Central durante a reunião da Coordenação da Coordenação, que aconteceu em São Paulo.

O resgate da luta

Os metalúrgicos da CSN chegaram a ficar três anos sem reajuste recebendo salários de até R$ 1.300 sem qualquer  reação da diretoria do Sindicato para enfrentar a empresa, uma das maiores siderúrgicas da América Latina.

Essa inação e políticas de conciliação com a empresa, que se recusou a dar o reajuste salarial, revoltou os trabalhadores que mesmo empregados não recebiam salários suficiente para pagar nem sequer as contas mensais.

Em 5 de abril os trabalhadores sem o Sindicato começaram a paralisar a CSN em diversos setores.

Como forma de retaliação mais de 100 operários foram demitidos, conseguindo a orientação do Ministério Público do Trabalho para reversão das demissões.

A vitória da Chapa 2 permitirá que o sindicato retome seu perfil de luta e representativo da categoria metalúrgica sul fluminense. Além da CSN tem também na base empresas como Volkswagen e Renault na base da entidade em Resende.  

Edimar Leite, um dos dirigentes da recente mobilização da categoria assumirá a presidência do Sindicato e Odair da Silva, da Comissão de Base, assumeirá a vice-presidência.

O Sindicato Sul Fluminense envolve ainda a Volta Redonda, Barra Mansa, Resende, Itatiaia, Quatis, Porto Real e Pinheiral.

Foto: Rodrigo Silva

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