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É preciso derrotar nas ruas o golpe e o projeto de ditadura de Bolsonaro

É preciso derrotar nas ruas o golpe e o projeto de ditadura de Bolsonaro

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Desde o início de seu mandato, Bolsonaro nunca deixou dúvidas sobre seu projeto. Por um lado, um programa ultraliberal e entreguista do país para garantir os lucros da burguesia que representa; e de outro, uma política de constantes ataques às liberdades democráticas para tentar implementar uma ditadura que sempre defendeu sem qualquer pudor.

A três meses das eleições, o presidente de ultradireita aumenta o tom de seus ataques. A reunião com embaixadores estrangeiros na última segunda-feira (18) foi mais um passo grave em sua escalada antidemocrática, em que deixou claro que está disposto a tudo a qualquer custo.

Leia: Bolsonaro insiste em mentiras sobre urnas eletrônicas e aumenta tom contra processo eleitoral

Sem apresentar nenhuma prova, Bolsonaro repetiu mentiras e teorias conspiratórias, além de dizer claramente que não irá reconhecer o resultado eleitoral caso não seja o vencedor. Atacou o sistema eleitoral, o TSE, o STF, no que vários juristas consideram ter cometido crime de lesa pátria.

Vale lembrar que as ameaças e ataques antidemocráticos de Bolsonaro não são novidade. Vêm desde o início de seu governo, tendo episódios como o 7 de setembro do ano passado em que fez um primeiro ensaio de tentativa golpista, o que também já avisou que pretende repetir esse ano às vésperas das eleições.

Reação insuficiente das instituições

A reunião de Bolsonaro com embaixadores para deixar claro suas intenções foi repudiada em editoriais de jornais, notas de repúdio de políticos e partidos e ações no STF. Mas, mais uma vez, são completamente insuficientes.

Aliás, é diante dessa tímida reação que o bolsonarismo se sente cada vez mais à vontade para aumentar suas ameaças e avançar nos planos golpistas.

Não bastasse a reação tímida, há ainda a conivência de figuras como o presidente da Câmara dos Deputados e líder do Centrão Arthur Lira (PP-AL) e do Procurador-Geral da República Augusto Aras. Os mesmos que também são parceiros aos ataques à classe trabalhadora, como retirada de direitos, privatizações, devastação do meio ambiente, entre outros ataques.

Toda essa ofensiva acontece em meio ao aumento da violência política no país e ataques a lutadores sociais, como os assassinatos do indigenista Bruno Oliveira e do jornalista britânico Dom Philips, na Amazônia, e do dirigente petista Marcelo Arruda, no Paraná. Ações que têm como pano de fundo o discurso de ódio de Bolsonaro e da ultradireita.

Voltar às ruas já!

Apesar da pandemia que impôs por quase dois anos aos trabalhadores a necessidade da defesa da vida como a tarefa mais importante, houve uma resistência feroz da nossa classe e setores explorados e oprimidos às medidas do governo Bolsonaro e dos patrões, levando a uma polarização crescente. Importantes mobilizações ocorreram nos últimos anos, com centenas de milhares de pessoas nas ruas em que a palavra de ordem “Fora Bolsonaro” esteve na ordem do dia.

Contudo, equivocamente, assistimos uma política consciente por parte das direções majoritárias dos movimentos sindical e popular de “pisar no freio” das mobilizações para se submeter ao calendário eleitoral que, como está demonstrado, não será respeitado se depender de Bolsonaro e seus apoiadores.

Não podemos aceitar mais as ameaças de autogolpe de Bolsonaro e muito menos a violência da ultradireita contra os ativistas sociais. Está claro também que os trabalhadores não podem confiar que as instituições como o Congresso ou mesmo o STF, que estão sentados sobre mais de uma centena de pedidos de impeachment, vão impedir um golpe e defender as liberdades democráticas.

É preciso voltar às ruas, já! Para barrar o golpe de Bolsonaro, seu projeto de ditadura e ataques aos trabalhadores e ao povo brasileiro.

Os sindicatos e organizações devem fazer nas suas bases, nas fábricas, locais de trabalho em geral, escolas, bairros e ocupações uma grande denúncia destas ameaças e chamar a mobilização da classe trabalhadora, aproveitando as lutas imediatas em curso, como as campanhas salariais, para criar as condições para uma grande luta no país.

Somente a classe trabalhadora e suas entidades e movimentos podem barrar o intento golpista de Bolsonaro, bem como debater e organizar sua autodefesa contra os ataques da ultradireita.

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