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Amigos de Bolsonaro, ex-ministro da Educação e pastor são presos por corrupção

Amigos de Bolsonaro, ex-ministro da Educação e pastor são presos por corrupção

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O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (22). Figura próxima de Jair Bolsonaro, ele é uma das peças centrais no escândalo de corrupção envolvendo o repasse de verbas do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). 

O pastor Gilmar Santos que atuava como lobista no esquema também foi preso. Amigo próximo da família do presidente, Santos tinha a função de facilitar o envio do dinheiro às prefeituras apoiadoras do governo federal. 

Na decisão da Justiça, são 13 mandados de busca e apreensão e cinco de prisões. Nestes está incluso o pastor Arilton Moura, também apontado como um dos facilitadores dos recursos para prefeitos bolsonaristas e membros de partidos considerados como parte do “centrão”.

Entre os crimes apontados pela Justiça estão corrupção passiva, prevaricação (a omissão de servidores públicos frente esquema ilegais), advocacia administrativa e tráfico de influência. 

O juiz responsável pelo caso, Renato Borelli, da 15ª Vara Federal, em Brasília, também determinou que o ex-ministro de Bolsonaro seja transferido para a superintendência da PF no Distrito Federal.

Amigos de Bolsonaro

Tanto Ribeiro, como os pastores, são amigos de Bolsonaro. A relação com o ex-ministro era tão próxima, que, em uma transmissão ao vivo pelas redes sociais, em março, o presidente afirmou: “Uma coisa rara eu vou falar aqui. Eu boto minha cara no fogo pelo Milton”. 

Certo de que o escândalo pode manchar sua candidatura para as eleições de outubro, Bolsonaro parece ter abandonado o aliado: “Ele que responda pelos crimes dele”, disse o ex-capitão do exército ao ser perguntado sobre o caso em entrevista nesta quarta. 

O escândalo veio à tona com diálogos divulgados pelo jornal Folha de São Paulo. Neles, é possível ouvir Milton afirmando que, à pedido de Bolsonaro, à prioridade era atender os municípios amigos do pastor Gilmar. 

O esquema

Trata-se de um esquema clássico de corrupção. Os pastores eram operadores de um verdadeiro balcão de negócios. Prefeitos bolsonaristas interessados nos recursos do FNDE procuravam a dupla de criminosos para acelerar os repasses.

Há casos de prefeituras que conseguiram em apenas 16 dias, quantias que outras localidades esperaram por mais de dez anos para receber. Para facilitar o acesso ao dinheiro, os pastores cobravam propina. Em um dos casos foi exigido 1Kg de ouro. 

A quadrilha era estruturada e possuía até mesmo um hotel em Brasília que funcionava como um quartel general. No local, eram promovidas reuniões entre representantes das prefeituras e do governo federal.

Nas mãos do centrão

Desde que se viu ameaçado por centenas de pedidos de impeachment, Bolsonaro buscou refúgio no grupo de partidos que compõe o centrão. Em troca da blindagem, o presidente distribuiu cargos e, principalmente, verbas para o grupo de políticos. 

Neste contexto, o comando do FNDE foi para as mãos de partidos da base aliada. Segundo a Folha, enquanto o fundo atendia amigos de Bolsonaro, o MEC (Ministério da Educação) travou a liberação de R$ 434 milhões a outras prefeituras. 

Fora Bolsonaro, já!

Está mais do que claro para o trabalhador brasileiro que o governo Bolsonaro é corrupto. O escândalo com as verbas da Educação é mais um exemplo de como o dinheiro do povo tem sido utilizado em prol de aliados que sustentam o presidente no cargo.

Além das investigações e punições aos culpados, é preciso mobilizar a classe trabalhadora para derrubar Bolsonaro da presidência, já. Como tem se provado ao longo dos anos, as eleições não findam com a corrupção. Por isso, a CSP-Conlutas defende um governo comandado pelos trabalhadores.

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