História

Concepção 

A CSP-Conlutas pauta a sua atuação pela defesa das reivindicações imediatas e interesses históricos da classe trabalhadora, tendo como meta o fim de toda forma de exploração e opressão. Essa luta tem a perspectiva de alcançar as condições e construir uma sociedade socialista, governada pelos próprios trabalhadores e trabalhadoras.

Por isso, nossa entidade defende a autonomia e independência frente ao Estado, governos e partidos políticos, a construção da unidade como valor estratégico na luta dos trabalhadores e trabalhadoras e do povo pobre, a ação direta, a mobilização coletiva de nossa classe como forma privilegiada de luta.

O internacionalismo ativo, a solidariedade internacional entre os trabalhadores e trabalhadoras é parte constitutiva de nosso programa, um objetivo permanente a ser buscado pela Central. A libertação da classe trabalhadora de toda forma de opressão e exploração é uma tarefa que não se inscreve apenas nos marcos de um país e deve ser tomada no plano internacional.

 

Fundação

A CSP-Conlutas – Central Sindical e Popular – foi fundada no Conclat (Congresso Nacional da Classe Trabalhadora) ocorrido na cidade de Santos, São Paulo, nos dias 5 e 6 de junho de 2010.

O Centro de Convenções Mendes ficou pequeno para os cerca de 4 mil participantes do Congresso, dos quais 3.150 eram delegados(as) vindos de todas as regiões do país.

A Central nascida no Conclat uniu as experiências de organizações sindicais e populares agrupadas em movimentos bem distintos.

Da Coordenação Nacional de Lutas, a Conlutas, que se organizava desde 2004, veio a maior parte da base sindical da nova entidade. A Conlutas surgiu a partir da unidade de vários setores do movimento sindical na luta contra as reformas neoliberais aplicadas pelo governo Lula, e iniciou uma primeira experiência de incorporação dos movimentos populares numa mesma entidade.

Já o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), MUST (Movimento Urbano dos Sem Teto) e outras organizações do movimento popular urbano, trouxeram a experiência das lutas e mobilizações dos trabalhadores nos acampamentos, assentamentos e ocupações urbanas. E, ainda, o MTL (Movimento Terra, Trabalho e Liberdade) com experiência de atuação nos movimentos sindicais e populares, do campo e da cidade. Entidades que já não fazem mais parte da CSP-Conlutas.

A Central nasceu ainda agregando as organizações da juventude e de luta contra a opressão que se dispuseram a se unificar sob a bandeira de um programa comum, de defesa dos interesses da classe trabalhadora, contra a exploração e a opressão capitalistas. Integraram a Central, a Anel (Assembleia Nacional de Estudantes Livre), o MML (Movimento Mulheres em Luta), o Movimento Quilombo Raça e Classe, dentre outros.

 

 

Independente, combativa, internacionalista e de luta

Aproximadamente doze anos após a fundação da CSP-Conlutas, temos um Central consolidada na luta da classe trabalhadora e do povo pobre no Brasil.

Essa é uma experiência inovadora na organização de nossa classe no Brasil. Unir, numa mesma entidade nacional, os movimentos sindicais, populares, da juventude e de luta contra a opressão das mulheres, negros e negras, LGBTs, imigrantes e outros segmentos.

A CSP-Conlutas pauta a sua atuação pela defesa das reivindicações imediatas e interesses históricos da classe trabalhadora, tendo como meta o fim de toda forma de exploração e opressão. Nossa luta tem a perspectiva de alcançar as condições e construir uma sociedade socialista, governada pelos próprios trabalhadores e trabalhadoras.

Por isso, nossa entidade defende a autonomia e independência frente ao Estado, governos e partidos políticos, a construção da unidade como valor estratégico na luta dos trabalhadores e trabalhadoras, a ação direta, a mobilização coletiva de nossa classe como forma privilegiada de luta.

O internacionalismo ativo, a solidariedade internacional entre os trabalhadores e trabalhadoras é parte constitutiva de nosso programa, um objetivo permanente a ser buscado pela Central. A libertação da classe trabalhadora de toda forma de opressão e exploração é uma tarefa que não se inscreve apenas nos marcos de um país e deve ser tomada no plano internacional.

Em nosso funcionamento buscamos construir processos que assegurem a democracia operária, um rico e saudável debate interno, respeitando a diversidade política existente em nosso interior.

Os processos de decisões das políticas da entidade procuram basear-se na ampla participação das entidades e organizações a ela filiadas, que gozam de autonomia política, organizativa e financeira em relação à Central.

Nesse sentido, também numa experiência inovadora frente às outras centrais, a CSP Conlutas possui uma estrutura de direção horizontalizada, com a participação de todas as entidades filiadas em sua Coordenação Nacional, que se reúne a cada dois meses.

Dessa forma, buscamos fugir dos modelos cupulistas de direção de outras centrais, fonte de acomodação e burocratização dos dirigentes.

Os cargos na Secretaria Executiva Nacional da entidade são revogáveis, nos termos do Estatuto, a qualquer tempo. Os representantes são indicados pelas entidades nas quais atuam, podendo ser substituídos por decisão soberana destas mesmas entidades.

A proporcionalidade direta e qualificada na escolha de todos dos membros de todas as instâncias está assegurada no Estatuto da Central.

Não temos um programa, tampouco um funcionamento acabado, perfeito. Seguimos buscando a unidade de todos os setores combativos dos movimentos sindicais, populares, de luta contra a opressão, da juventude classista de nosso país, numa mesma organização nacional. Esse objetivo está por ser alcançado. Mas colocamos a nossa pequena experiência a serviço dos trabalhadores e trabalhadoras, da juventude e do povo pobre e explorado do nosso país.

Seja bem vindo e conheça melhor a CSP Conlutas – Central Sindical e Popular.

Secretaria Executiva Nacional
Março de 2011

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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