No balanço dos 11 anos, CSP-Conlutas confirma-se como central independente e classista

  • Facebook
  • Twitter

A abertura do terceiro dia de trabalhos do 3º Congresso, no sábado (14), foi dedicada à realização do painel “11 anos da CSP-Conlutas e os desafios para o fortalecimento da central na construção de uma alternativa classista, sindical e popular”.

Apesar das diferenças inerentes ao espaço democrático, os expositores da Secretaria Executiva Nacional (SEN) foram unânimes em destacar o acerto da fundação da CSP-Conlutas como um organismo independente do governo e dos patrões e que une classe trabalhadora e movimentos populares.

Preta Lu, dos movimentos Hip Hop Quilombo Urbano e Quilombo Brasil, trouxe para discussão a dura realidade do povo da periferia e juventude negra, penalizados pelo capitalismo, mas que também são de luta e resistência.

“A gente luta, tem disposição pra guerra e está avançando. É uma grande vitória existir a CSP com caráter unificador, que une periferias, sindicatos, categorias profissionais, quilombolas, LGBT, mulheres defendendo os direitos de seus filhos. Temos que ter em mente que a verdadeira unidade é com essas categorias. Temos de permanecer neste caminho”, afirmou.

Frente única

O dirigente Mauro Puerro, da Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp), relembrou que a CSP-Conlutas foi fundada pela coragem de homens e mulheres que tiveram o acerto de romper com a CUT. A ruptura aconteceu num momento em que a central se posicionava como colateral do PT e braço político do governo Lula.

Puerro defendeu a CSP-Conlutas como uma central independente do governo e de partidos. “Defender a história da nossa central é defender o caráter de frente única. Isto é decisivo e tarefa de todos nós”.

“Somos minoritários, mas temos vocação para ser maioria. Que se criem condições para levar a classe trabalhadora à vitória final, numa sociedade independente dos patrões e que leve à revolução socialista”, afirmou. Para Puerro, será decisivo sair do Congresso com a tarefa de organizar um grande dia 10 de novembro e criar uma nova greve geral.

Não à conciliação de classes

A presidente do Andes-SN, Eblin Farage, expôs suas perspectivas para o futuro da central, sem se esquecer dos motivos que levaram à sua fundação.

“O que motivou a construção da CSP-Conlutas foi a necessidade de se romper com o projeto de conciliação de classes adotado por outras centrais. Para nós, é um acerto que a CSP tenha nascido como opção classista, de autonomia em relação ao governo e aos patrões. Que continue nessa perspectiva. Nossa avaliação é que esta pode não ser a alternativa mais fácil, mas é a mais importante e acertada da classe trabalhadora.”

Eblin considera essencial que a central tenha unidade de ação sem abrir mão dos princípios contra os projetos de conciliação de classe, na perspectiva de que os trabalhadores são capazes de construir uma alternativa autônoma.

Eblin lançou como desafio unir todos os lutadores que ainda não fazem parte da CSP-Conlutas e abrir espaço para os vários segmentos da classe trabalhadora, para que reconheçam nesta central uma alternativa. “Não tem trabalhador mais importante, todos têm de estar juntos na defesa intransigente dos nossos direitos e na superação da ordem do capital”.

11 anos de independência

Ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Luiz Carlos Prates, o Mancha, resgatou um importante momento da história da central. Durante o governo Lula, quando foi fundada, a central se manteve de maneira independente, apesar de todas as pressões.

“Há 11 anos, quando começávamos o processo de fundação da Conlutas, muita gente dizia que não existia outro caminho que não fosse a CUT, que ficaríamos isolados. Hoje estamos aqui mais fortes e somos parte fundamental da classe trabalhadora. A CSP se consolidou como um importante pólo de resistência”.

Durante todo esse período, a central esteve à frente de grandes mobilizações e de importantes debates acerca dos momentos políticos brasileiros.  Manteve-se também aberta a todos os movimentos sindicais de esquerda. “Queremos dirigir a classe trabalhadora como ela é, com desempregados, negros, índios. Para isso é preciso disputar onde eles estão organizados”, disse.

“A CSP é uma frente única de trabalhadores e movimentos populares. Fizemos 11 anos e queremos avançar mais. Vamos sair deste Congresso e organizar a greve do dia 10. Queremos que o 3º Congresso reafirme este caminho”, concluiu.

Rua Boa Vista, 76 – 11° andar CEP: 01014-000 - Centro - São Paulo/SP
Telefone: (11) 3107-7984 - secretaria@cspconlutas.org.br
© CSP-Conlutas - Todos os direitos Reservados.

  • Facebook
  • Twitter
  • Youtube
  • Instagram
  • Flickr
  • WhatsApp