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Desaparecimento de operário e repressão contra a greve em Belo Monte obrigam CCBM a reunir-se com Defensoria Pública

10/04/2013


A Defensoria Pública se reuniu com o CCBM (Consórcio Construtor Belo Monte) no final da tarde desta quarta-feira (10). O órgão foi apurar as denuncias apresentadas pela CSP-Conlutas do desaparecimento de um operário do Sítio de Belo Monte e a repressão e intimidação por parte da Força Nacional contra os trabalhadores em greve.

 

Na reunião, o Consórcio foi obrigado pela Defensoria Pública a disponibilizar ônibus para os grevistas irem até Altamira, já que se sentem inseguros dentro dos canteiros. “Os trabalhadores querem ir à cidade, pois aqui não conseguem negociar com o Consórcio. Além disso, a empresa, junto com o governo, enviou a Força Nacional ao canteiro e os trabalhadores se sentem intimidados, cercados e com medo”, disse o membro da CSP-Conlutas Atnágoras Lopes, que presta solidariedade à luta dos operários. Segundo o dirigente da Central, outro o objetivo ao ir à cidade é tentar uma audiência com um representante do governo para discutir as reivindicações da pauta apresentada no início da greve.

 

Denuncia enviada ao TST - Outra iniciativa tomada pelos operários foi de formar uma comissão e protocolar uma denuncia junto ao TST (Tribunal Superior do Trabalho) contra os abusos cometidos pelo Consórcio durante a greve.

 

Demissões - A greve iniciada no Canteiro de Pimental na sexta-feira (5) foi duramente reprimida, além da demissão de ao menos 450 operários. Os trabalhadores recuaram com medo de novas demissões.

 

Belo Monte continua em greve - O Sítio Belo Monte, um dos canteiros que concentra o maior número de funcionários, resistiu à repressão e agora enfrenta a intimidação por parte da Força Nacional. Setenta por centro dos mais de 6 mil trabalhadores continuam parados.

 

Reivindicações –  Foram listados mais de 35 itens de reivindicações e entregues ao departamento de relações sindicais do CCBM. As principais são: 40% de adicional por confinamento, baixada de 3 meses para todos, desfiliação geral do Sintrapav, fim do 5 por 1, equiparação salarial, fim do desvio de função, entre outros.

 

A greve questiona a atuação do Sintrapav (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada do Estado do Pará) filiado à Força Sindical, que, de acordo com os trabalhadores, é omisso e não apoia suas reivindicações. A CSP-Conlutas e o Sinticma (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Madeireiras e da Construção Civil Leve de Altamira) os apoiam a lutar pelos seus direitos.