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Fortaleza

Sindicato da Construção Civil fala sobre o Dia Internacional da Mulher nos canteiros de obra

01/03/2013


Por Camila Chaves, CSP-Conlutas/CE

 

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil de Fortaleza, filiado à CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular), tem sido um importante aliado do Movimento Mulheres em Luta (MML) no que diz respeito à mobilização de homens e mulheres para lutar contra o machismo.

 

Debate com as operarias sobre o dia 8 de março

 

Desde o início de sua campanha salarial para 2013, e agora mais marcadamente por conta da proximidade do dia 8 de março, a situação de opressão e exploração da mulher trabalhadora tem sido debatida diariamente por seus dirigentes nas visitas aos canteiros de obra.

 

A classificação das mulheres da construção civil, o pagamento de salário correspondente à função desempenhada, e o auxílio creche no valor de R$120, são algumas das reivindicações específicas às mulheres que o Sindicato tem batalhado contra as empresas para conseguir conquistar.

 

Os frutos do encontro de mulheres da categoria

 

Tais reivindicações que agora se materializam na pauta da campanha e nas conversas realizadas com trabalhadoras e trabalhadores nos canteiros de obra, são frutos do vitorioso Encontro de Mulheres da Construção Civil de Fortaleza, realizado em setembro do ano passado.

 

O encontro contou com a participação de mais de 40 mulheres que, ao final, aprovaram importantes encaminhamentos, entre os quais, a construção de uma comissão de mulheres da construção civil. Na ocasião, foi garantida estrutura de creche com atividades de lazer e educação para as crianças.

 

Entre os homens, o debate com as mulheres

 

Em uma categoria que é composta majoritariamente por homens, realizar a discussão sobre a importância de combater a ideologia machista desponta como um desafio. Isso acontece principalmente porque tal ideologia coloca homens e mulheres como rivais dentro das relações trabalhistas.

 

O número de mulheres trabalhadoras no setor da construção civil tem crescido consideravelmente nos últimos anos. Porém, tal crescimento vem acompanhado da precarização que se materializa em baixos salários e não reconhecimento de suas funções.

 

Para o dirigente Laércio Cleiton, “os trabalhadores da construção civil precisam compreender que o machismo divide a nossa classe, enfraquece a nossa luta e é exatamente por isso que temos que combate-lo dentro das nossas casas e dentro dos canteiros de obra”.

 

Mobilização para o 8 de março

 

O Movimento Mulheres em Luta tem participado das visitas aos canteiros de obra para auxiliar nas discussões e mobilizam homens e mulheres trabalhadoras a comporem a sua coluna vermelha e lilás no ato do Dia Internacional de Luta da Mulher Trabalhadora.

 

O Sindicato, além de distribuir os panfletos e fortalecer o debate, solicitou a confecção de camisas da comissão de mulheres da construção civil de Fortaleza e colocou também, à disposição do Movimento, kombis para fazer o transporte das trabalhadoras no dia do ato.

 

Ato do Dia Internacional de Internacional de Luta da Mulher

Data: 8 de março de 2013

Local: (concentração) Praça do Carmo, Fortaleza.

Horário: 16h30.