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Greve no Comperj continua forte com adesão total dos trabalhadores

10/04/2012


A greve dos operários  Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) continua forte com 100% do efetivo. A base, composta por 15 mil trabalhadores, continua determinada e até o momento a patronal não apresentou nova proposta.  Segundo informações do diretor do SINDIPETRO-RJ e ativista da CSP-Conlutas, André Bucaresky, o Buca, houve uma reunião entre os SINTICOM, Sindpetro-RJ e  representantes da CSP-Conlutas com o diretor de abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa. Na ocasião foram discutidas e apresentadas as reivindicações da categoria. Costa ficou de encaminhar as propostas para a empresa.  Na segunda-feira (16) haverá nova assembleia para definir os rumos do movimento grevista. “A paralisação está fortíssima, com adesão de todos os trabalhadores, continuamos fazendo piquetes e nos mobilizando”, disse, Buca.

 

Reivindicações - Esses trabalhadores, que estão em data base, reivindicam 18% de reajuste salarial, acréscimo e valorização de funções; pagamento de horas “in itinere”, reajuste do tíquete alimentação, devolução dos descontos dos dias de greve realizados durante o mês de fevereiro, bem como a garantia de que nenhum desconto será efetuado durante a atual greve, garantia de emprego para todos, em especial da comissão de base ainda a reintegração dos demitidos no processo grevista, entre outras demandas.

 

 A proposta apresentada pela patronal é de 10% de reajuste salarial e de R$ 300 no valor do vale alimentação.  Os operários recusaram essa proposta e decidiram pela greve por tempo indeterminado.

 

Greve é reflexo da revolta dos operários - Nasegunda (9) uma assembleia reafirmou a recusa da proposta das empresas e manteve a greve, contrariando a posição do Sindicato da Categoria (SINTICOM, filiado à CUT) que anunciava a hipótese de aceitar os 10% e o parcelamento do desconto dos dias parados. “Havia muita indignação, disposição e combatividade dos milhares de operários presentes na assembleia. Eles gritavam greve, enquanto o presidente do SINTICOM tentava falar e era vaiado insistentemente. Uma indignação que se assemelha com a dos operários de Belo Monte ou mesmo Jirau e Santo Antônio, como temos visto”, afirmou o membro da CSP-Conlutas Atnágoras Lopes.

 

Todo apoio à greve dos operários do COMPERJ – A CSP-Conlutas está presente nesta luta e apoia a paralisação desses trabalhadores por direitos. “A força da greve aqui no Comperj é a mesma a luta de nossos companheiros lá de Belo Monte. Precisamos de garra e muita unidade para enfrentar os patrões e o Governo”, reiterou Lopes.

 

 Atualizado às 14h de 12/04