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Circular SEN

Reunião da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas realizada em 1° de setembro

08/09/2011


CIRCULAR 018 SEN.01092011

 

Presentes: Cacau, Guilherme Boulos, Magno de Carvalho, Mauro Puerro, Miguel Leme, Olair dos Santos, Paulo Barela, Vânia Carvalho e Zé Maria.

 

Pauta e resoluções

 

1) Eleição do Sintaema

 

Um grupo de companheiros representantes da OPOSIÇÂO ALTERNATIVA NA LUTA – CSP Conlutas compareceu à reunião e relatou como está o processo eleitoral para renovação da diretoria da entidade. A OPOSIÇÃO tem um trabalho consistente na base da categoria e disputa a eleição com chance de vitória.

 

Um grupo que rompeu com a OPOSIÇÃO se inscreveu no processo como CHAPA 2 adotando o nome da OPOSIÇÂO, numa manobra realizada em conluio com um setor da direção do sindicato e com a nítida intenção de confundir os trabalhadores.

 

A SEN, após debate, reafirmou a definição de que o grupo organizado na ALTERNATIVA é que representa as posições da Central na eleição do Sintaema.

 

A SEN orienta a Executiva Estadual e entidades filiadas de São Paulo a que priorizem esse processo eleitoral e envidem esforços pela vitória da OPOSIÇÃO ALTERNATIVA NA LUTA.

 

A eleição acontece, em primeiro turno, de 25 a 27 de outubro.

 

2) Avaliação da Jornada Nacional de Lutas e continuidadeA Jornada Nacional de Lutas cumpriu os seus objetivos, possibilitando a unificação de diversas categorias e movimentos sociais em atividades comuns no período de 17 a 26 de agosto.

 

As manifestações, em alguns estados, tiveram impacto positivo para os setores envolvidos e destaque na imprensa, como nos casos de Belo Horizonte, Porto Alegre, Fortaleza, Belém e São José dos Campos, dentre outros. As organizações da Via Campesina realizaram atividades em quase todo o país.

 

A Marcha em Brasília no dia 24 foi o ponto alto das atividades, reunindo cerca de 20.000 manifestantes, com destaque para as colunas da Central e de suas entidades filiadas.

 

A unidade de ação mais ampla conquistada na jornada foi uma vitória importante. As bandeiras levantadas pelos segmentos participantes contendo a denúncia das políticas do governo e as exigências das categorias e movimentos populares e estudantis conferiram, objetivamente, um caráter de protesto contra o governo Dilma à manifestação.

 

O comparecimento ao ato de um representante da direção nacional da CUT (seu secretário geral) foi outra demonstração de que o protesto não pode ser ignorado pelas direções sindicais que defendem o governo Dilma, mesmo não tendo aceitado o nosso chamado à unidade para lutar.

 

Representações de nossa Central, movimentos filiados e outras entidades que organizaram a Marcha foram recebidas em audiências com representantes de diversos Poderes da República e ministérios, numa demonstração da força alcançada pelo nosso movimento.

 

 

A imprensa teve que registrar, com algum destaque, as manifestações e atividades do dia 24.
As diversas atividades realizadas no período da tarde (manifestações em ministérios, embaixadas, plenárias e reuniões setoriais) também foram importantes para organizar as várias lutas específicas em curso.

 

 

A organização da atividade foi, em geral, positiva, mas tivemos um problema na organização das listas das delegações dos movimentos populares em São Paulo, o que levou a uma quebra da delegação e também com a alimentação distribuída em Brasília.Esse tema será retomado posteriormente para termos uma melhor integração dos setores envolvidos e uma melhor organização de nossas atividades.

 

 

Após o debate, a SEN adotou os seguintes encaminhamentos:

 

- a continuidade de nossa mobilização passa, nesse momento, principalmente pelo fortalecimento das greves e das campanhas salariais em curso;

 

 

- as seções regionais de nossa Central devem se jogar no apoio às lutas em curso, como as greves dos servidores federais, dos trabalhadores em educação de Minas Gerais e das categorias que se preparam para paralisações, como os trabalhadores da construção civil de Belém-PA, os metalúrgicos de São José dos Campos-SP e outras;

 

 

- devem ser organizadas colunas da Central nas manifestações que ocorrerem no dia 7 de setembro, em particular no Grito dos Excluídos;

 

 

- a campanha pelos 10% do PIB para a educação pública deve ser encarada como uma campanha do conjunto das entidades e movimentos da Central. Na data de hoje (01 de setembro) está ocorrendo uma reunião da coordenação da campanha, em Brasília-DF. Tão logo o relatório seja disponibilizado, será enviado a todas as entidades filiadas. Nos estados em que não foram ainda organizados os atos de lançamento da campanha, as secretarias regionais da Central devem procurar os setores envolvidos e garantir o lançamento, bem como iniciar a formação de comitês unitários;

 

 

- a Resistência Urbana – Frente Nacional de Movimentos está programando atividades contra os despejos e contra a criminalização dos dirigentes e movimentos. Orientamos a que essas atividades sejam acompanhadas e apoiadas nos estados;

 

 

- proporemos às entidades que participam do espaço unitário que organizou a Jornada uma nova reunião nos próximos dias para fazer a avaliação da Jornada e discutir novas iniciativas conjuntas. Além desses objetivos políticos, pela comissão operativa da Jornada, estamos responsáveis pela cobrança das despesas do rateio das atividades comuns da marcha. A cobrança será assumida pela secretaria de finanças da Central.

 

 

- POR FIM, A SECRETARIA EXECUTIVA DELIBEROU POR REALIZAR DE IMEDIATO O RATEIO CONTÁBIL DAS DESPESAS QUE O CAIXA NACIONAL TEVE QUE ASSUMIR COM A REALIZAÇÃO DAS ATIVIDADES, NUM TOTAL DE R$ 18.000,00 APROXIMADAMENTE. Essa deliberação (o rateio) foi adotada na reunião da Coordenação Nacional que discutiu a preparação de nossa intervenção na Jornada Nacional de Lutas. A divisão desse valor pelas secretarias estaduais da Central implica numa contribuição de aproximadamente 20% do valor repassado mensalmente para os estados e será acompanhada pela Tesouraria da Central, de forma a não criar problemas no funcionamento regular das seções estaduais.

 

3) Reunião com a diretoria da Fenasps

 

Na véspera na marcha em Brasília a diretoria da Fenasps recebeu uma delegação da SEN, composta pelos companheiros Barela, Chico, Magno, Cacau e Zé Maria em reunião na sua sede.

 

A reunião contou com uma ampla representação da diretoria da Federação e foi bastante proveitosa.
Os companheiros e companheiras da Fenasps reiteraram os termos da correspondência enviada e a intervenção dos seus representantes na última reunião de nossa Coordenação Nacional, destacando o empenho da entidade na busca por fazer avançar a unidade dos setores classistas e combativos do movimento sindical e popular numa mesma organização nacional.

 

A representação da CSP Conlutas destacou a importância da resolução adotada pelos companheiros da Fenasps e se colocou à disposição para seguir avançando no diálogo e na integração da entidade no processo de construção de uma alternativa unitária, fazendo um chamado a que os companheiros participem, da forma que considerem a mais correta, do processo de construção do I Congresso da Central.

 

O companheiro Zé Maria apresentou uma proposta de carta que será encaminhada à direção da Fenasps, desenvolvendo os pontos apresentados pelos companheiros no debate. Tão logo a carta seja encaminhada terá a sua divulgação também em nossa página na internet.

 

Também nesse ponto foi apresentado o informe da importante vitória alcançada pelos setores de esquerda no Congresso da Federação Nacional dos Metroviários. Uma chapa composta por companheiros e companheiras da CSP Conlutas, independentes, setores da esquerda da CUT e da Intersindical foi a mais votada na eleição da nova diretoria da entidade. Os militantes da CSP Conlutas compunham a maior força organizada nessa chapa, que foi encabeçada pelo companheiro Paulo Pasin, vice-presidente do Sindicato dos Metroviários de são Paulo.

 

 

4) Encaminhamentos da próxima reunião da Coordenação Nacional

 

A próxima reunião da Secretaria Executiva deve fechar a pauta da reunião da Coordenação Nacional e iniciar a discussão do ponto acerca da preparação do I Congresso da Central.

 

 

5) Agenda/Informes/Expediente

 

Assinatura do Boletim Contra Corrente: aprovada a assinatura, pelo período de um ano, do boletim editado pelo Ilaese. Será aberto um espaço na página da Central para a divulgação do boletim. Será solicitada á equipe do Instituto que prepare um número do BCC com o tema da explosão imobiliária, buscando unificar os trabalhadores da construção civil e movimentos populares sem teto.

 

Mudança da sede nacional: será realizada nos próximos dias, no mesmo prédio, para o 11.º andar. O espaço é mais amplo e contemplará um espaço para as reuniões da SEN.Congresso nacional do Movimento Popular Terra Livre – 8 de setembro, em Goiás: destacados Atnágoras e Miguel para o acompanhamento.

 

Reuniões internacionais – estão agendadas entre os dias 17 e 24 de setembro reuniões de preparação do encontro internacional previsto para 2012 no Brasil. Foi indicado o companheiro Cacau para fazer a representação da Central. Na hipótese do companheiro Didi estar em condições de viajar o tema poderá ser rediscutido na próxima SEN.Foram apresentados diversos informes que deverão ser encaminhados para publicação na página da Central na internet (greve dos servidores da USP em Lorena, congresso do Sintunesp, ocupação do MTST em Hortolândia, luta popular em Taboão da Serra pela destituição do Prefeito, greves dos servidores federais, atividades da campanha da anistia e pela punição dos torturadores, dentre outras).

 

Próxima Reunião da Secretaria Executiva Nacional

 

Dia 15 de setembro (quinta-feira), 10 horas – sede da CSP-Conlutas São Paulo (Praça Padre Manoel da Nóbrega, 16 – 4° andar). A reunião deve se estender até o final da tarde, pois vai tratar da preparação da Coordenação Nacional e do I Congresso da Central.