​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​

Manifestação em SP exige o fim do regime ditatorial no Egito; fotos do ditador foram queimadas

06/02/2011


A manifestação em solidariedade ao povo egípcio, que ocorreu nesta sexta-feira, 4, parou a 25 de Março, uma das ruas mais movimentadas da região central de São Paulo.

 

Com muita disposição e palavras de ordem, os manifestantes seguiram em marcha. Um sapato foi utilizado para simbolizar o repudio ao ditador Rosni Mubarack, há 30 anos no poder. No calor do ato fotos de Mubarack, foram queimadas e pisoteadas pelos manifestantes. Com bandeiras do país egípcio e faixas, cerca de 200 manifestantes exigiam o “Fora Mubarack”.

 

A mobilização contou com a participação da Frente em Defesa da Palestina, organizações egípcias, Anel, as centrais sindicais CSP-Conlutas, Intersindical e CUT, além de partidos políticos.

 

“Esperamos que o Egito conquiste sua liberdade e de que a luta no mundo árabe seja unificada e assim fortalecida” . Esta foi a mensagem de solidariedade e apoio dada pelo representante do MOPAT ( Movimento Palestina Para todos), Hasan Zarif, durante o ato.

 

O membro da CSP-Conlutas Atnagoras Lopes, disse que é preciso que o governo rompa suas relações diplomáticas “com aquele ditador”, se referindo a Mubarack. O representante da CSP-Conlutas ressaltou ainda, a importância da revolução em curso que ocorre no Egito. “Neste momento de crise econômica a população egípcia se levanta contra o regime totalitário e repressor. E estamos aqui para prestar nosso apoio”, disse.

 

O estudante da Anel, Bruno Machion, lembrou que também aqui no Brasil houve momentos de regimes ditatoriais, cuja a participação dos estudantes teve um papel fundamental. Portanto, a Anel apoia a luta dos estudantes de lá, que também saem às ruas contra o regime.

 

“O caminho para a liberdade é a revolução”, disse o membro do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) Magno Carvalho, se referindo ao levante.

 

A representante da Frente em Defesa da Palestina, Soraia Misleh, falou com emoção sobre a luta dos egípcios. Soraia leu uma carta enviada pelo companheiro Luiz Gustavo, que está no Cairo, capital do Egito, e acompanha as mobilizações. Trechos do documento informavam que o apoio dos brasileiros é revigorante para os egípcios que, neste momento, reescrevem sua história. Além disso, a companheira levantou o problema do bloqueio à Gaza, responsabilizando o Egito por este ataque nefasto. “Chega disso, fora todos os regimes ditatoriais”, desabafou aos manifestantes.

 

O presidente da Associação Islâmica de São Paulo, Mohamad El Kadri, informou que os sionistas, junto com os EUA atacam a liberdade o povo egípcio. “Quem tem que determinar a transição e troca de governantes no Egito é o povo egípcio”.

 

O ato aqui no Brasil aconteceu simultaneamente com  várias manifestações em países árabes e também em países europeus. A sexta-feira, é considerado um dia sagrado para os muçulmanos, por este motivo foi convocada a manifestação chamada de o "dia da Partida" para exigir a saída do ditador egípcio.

 

Mohamad finalizou o ato convidando a todas as organizações e entidades, a participarem da reunião, que ocorrerá, nesta segunda-feira, 7, na mesquita na Avenida do Estado, em São Paulo, para discutir novas ações de solidariedade.