Representações dos movimentos de luta do Brasil e do mundo participam da abertura do Congresso

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O membro da Secretaria Executiva Nacional, Atnágoras Lopes, saudou os participantes do Congresso em nome da CSP-Conlutas: “Aqui são homens e mulheres para construir um congresso independente dos patrões e governo”. Assim declarou abertos os trabalhos sob os aplausos dos cerca de 1.500 presentes que já estavam em plenário.

A abertura 2º Congresso Nacional da CSP-Conlutas no auditório da Estância Árvore da Vida, em Sumaré (SP), se deu nesta quinta-feira (4), aproximadamente 11h. Contou com a saudação representações de entidades do movimento sindical, social e  de partidos políticos.

 

A mesa contou com o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cesar Brito, a integrante do Movimento Luta Socialista (MLS) Rejane de Oliveira, o dirigente da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), Varley Martins, o representante da Auditoria Cidadã da Dívida, Ivan, do presidente do Fórum Permanente dos Ex-presos e Perseguidos Políticos de São Paulo, Raphael Martinelli, e do integrante Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo (Feraesp), Rubens Germano. Além desses, estavam representantes dos partidos políticos, PSTU, Vera Lúcia, do Psol, Luciana Genro e do PCB, Mario Iasi.

 

Durante a abertura foram convidados para subir ao palco representantes da delegação internacional convidada ao evento e que também veio ao Brasil para a reunião da Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas que acontece dias 8 e 9 próximos em Campinas. Christian Mahieux, da organização francesa Solidaires falou em nome de delegações do Haiti, Chile, Argentina, Turquia, Egito, entre outros países.

 

Atnágoras Lopes, membro da direção da CSP-Conlutas, a importância do  internacionalismo para a Central. “Nós conseguimos dar à nossa luta um critério internacionalista, que é um critério de romper, não somente as barreiras de um canteiro de obras para uma universidade e vice-versa, mas também as fronteiras geográficas e de nos unirmos enquanto classe trabalhadora.”

 

O dirigente apontou várias situações enfrentadas pelos trabalhadores no cotidiano e defendeu a luta pelo fim do capitalismo. “Nós queremos elevar a classe trabalhadora ao posto máximo do poder”.

 

O representante da Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas, Christian Mahieux, que falou em nome da delegação internacional apresentou a Rede como anticapitalista, anti-imperialista, feminista, autônoma e independente. Saudou os presentes lembrando companheiro Didi Travesso como “o culpado” pela existência desta ferramenta de luta. “Não é possível falar desta rede sem falar do Didi, que há apenas um ano estava conosco”.

 

Christian lembrou que logo após o Congresso acontece o 2a Reunião da Rede Sindical e Internacional de Solidariedade de Luta.

 

Luciana Genro, do Psol, falou da importância de reunir luta sindical e a luta popular tão necessária para o país. Segundo ela, a unidade construída pela CSP-Conlutas e demais centrais sindicais e movimentos populares trouxe resultados concretos. “A terceirização perdeu muita força, graças a esta unidade que foi demonstrada no dia 15 de abril e no dia 29 de maio”.

 

O representante do PCB, Mauro Iasi, destacou a importância do Congresso para a classe trabalhadora, pois a CSP-Conlutas representa uma alternativa de luta contra o conservadorismo, cujo governo alimenta tal política, “não se combate o conservadorismo colocando Kátia Abreu como ministra da Agricultura e se governando para os empresários e banqueiros. Por isso, um espaço como esse é uma trincheira importante para a classe trabalhadora”, destacou.

 

Vera Lucia, representando o PSTU, saudou, entre tantos outros, operários, metalúrgicos, professores do Paraná, professores do Sergipe que estavam em luta contra os ataques do governo. Frisou a importância da CSP-Conlutas em colocar os trabalhadores em movimento.  “São estes trabalhadores que podem derrotar este sistema no Brasil e no mundo. “Não queremos a direita de volta, mas também não queremos o governo Dilma e o PT. Viva a luta dos trabalhadores e vamos para greve geral!”.

 

Em sua saudação, Cesar Brito, ex-presidente da OAB, criticou as mobilizações da direita e afirmou que as máscaras estão caindo assumidamente com as votações no congresso nacional. “O momento é de enfrentamento, não podemos recuar. É hora da coragem, é hora de luta!”

 

Raphael Martinelli reivindicou o caráter internacionalista da Central. “Vou completar 100 anos lutando contra o capitalismo e contra o imperialismo. Esse caráter internacional é muito importante”.

 

Representando os trabalhadores do Campo, o integrante da Feraesp, Rubens Germano, o Rubão, disse ser uma honra estar presente no Congresso e saudou os trabalhadores assalariados do campo no Brasil e do mundo. “O compromisso dos trabalhadores do campo, que através da CSP-Conlutas já faz sua organização, é ter um espaço pra construir a unidade”, destacou.

Rubão falou da luta dos trabalhadores assalariados, que estão sendo retomadas hoje com a CSP-Conlutas, pois, segundo ele, sua entidade passou por outras centrais, mas teve suas mobilizações engessadas. “Por isso, reafirmamos aqui a filiação da nossa entidade à CSP-Conlutas”, declarou.

Finalizou reafirmando a luta contra o governo Dilma, em defesa da agricultura familiar,  que põe 70% do alimento à mesa do trabalhador e exigiu: ”Reforma agrária já e organização dos trabalhadores assalariados do campo a nível internacional”.

Presidente da Cobap, Warley Martins, abordou as mudanças na regra de concessão da pensão por morte e falou sobre a previdência brasileira. “Não podemos deixar o governo acabar com a nossa previdência”.

O representante da Auditoria Cidadã, Ivan, salientou que a CSP-Conlutas é uma das principais entidades que financiam o trabalho da entidade. “A auditoria cidadã da dívida parece impossível até se tornar inevitável”, pontuou, acrescentando que a entidade serve de ferramenta para enfrentamento ao capitalismo, com informações sobre a destinação desproporcional do dinheiro público, e que esse serviço pode e deve ser usado pelas organizações ali presentes.

Rejane de Oliveira, do Movimento Luta Socialista (MLS), disse estar honrada em participar do evento em um momento tão importante da conjuntura, com trabalhadores atacados e a reação da classe trabalhadora contra a retirada de direitos por parte do governo. Sua leitura sobre o governo Dilma (PT) é de que este se aproveita dos mais pobres, além de ter cooptado parte do movimento sindical e social. “Temos muitos desafios, as MPs, o PL 4330, a reforma política que tenta excluir os que são de esquerda [partidos]. Temos que reavivar nosso projeto por uma sociedade socialista”, destacou, completando que “a CSP-Conlutas é muito importante para os trabalhadores de todo o país. Somos parceiros da luta. A historia do nosso país no próximo período será contada a partir da nossa central”.

A mesa de abertura do 2o Congresso Nacional da CSP-Conlutas foi encerrada com todos os presentes cantando a Internacional Socialista.

 

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