Organizações de 20 países participam de Congresso e preparam reunião internacional

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entre eles o desemprego de cerca de 25%” width=”300″ height=”169″ /> Roberto Luzzi explica os ataques sofridos pelos trabalhadores italianos, entre eles o desemprego de cerca de 25%

Os primeiros dias do Congresso da CSP-Conlutas foram marcados por apresentações de grupos sindicais de vários continentes em mesas temáticas. Três painéis abordaram as experiências políticas na América Latina, as lutas contra os planos de austeridade na Europa e as experiências da primavera Árabe e da Ásia.

As reuniões foram organizadas paralelamente às atividades do Congresso e precedem a preparação da 2a Reunião Internacional da Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas, marcada para os dias 8 e 9 de junho, em Campinas.

A Rede, nascida em 2012, na França é impulsionada pela CSP-Conlutas no Brasil. Os painéis foram marcados por declarações importantes de distintos grupos em realidades e culturas bem diferentes. No entanto, a marca dos ataques do capital foi um ponto em comum de denúncia dos ativistas. A falta de liberdade sindical, as perseguições e até mesmo a denúncia de massacres foram explicadas no Centro de Convivência Dirceu Travesso, espaço em homenagem ao dirigente da CSP-Conlutas falecido em 2014.

Vários grupos ainda se mostraram bastante interessados com a forma de funcionamento da CSP-Conlutas, atuando no movimento sindical, mas abarcando também o movimento popular, além de outros temas que são sensíveis aos problemas cotidianos dos trabalhadores e jovens brasileiros. Foi destacada a importância de levar as experiências de volta para seus países, nos locais de trabalho, com a expectativa de que isso possa impulsionar as lutas locais. Neste aspecto, ficou claro que a CSP-Conlutas começa também a se tornar uma referência para ativistas e sindicatos de várias partes do mundo.

Nara Cladera, integrante do Grupo União Sindical Solidaires, uma das entidades que impulsiona a Rede, destacou que a “dimensão internacional da luta está muito presente no Congresso, e inclusive a existência da Rede, com textos de sindicatos de todo o país”.

Já Angel Bosquet, secretário de Relações Internacionais da Central Geral dos Trabalhadores da Espanha, pontuou os marcos organizativos. “Eu já conhecia a CSP-Conlutas, mas é diferente saber e ver na realidade como se podem juntar 2500 pessoas aqui e que as coisas funcionem praticamente sem nenhum problema”, declarou. “Aqui se elabora propostas diferentes sobre temas concretos que estavam previstos, e as discussões são trabalhadas e calmas. E também há uma participação alta dos que estão nessas reuniões. Estou muito satisfeito de poder estar presente”, completou.

A agenda da 2a Reunião Internacional pretende garantir debates e produzir declarações políticas e temáticas. Cladera comentou sobre a Declaração Temática de Mulheres. “Estamos tentando trazer três temas de reflexão com essa segunda reunião da Rede justamente com a CSP-Conlutas e a CGT Espanhola e nós do Solidaires. Um deles, obviamente, é a questão das mulheres. Temos um texto de defesa e da questão da importância das mulheres no movimento sindical, e sobre como a ideologia patriarcal está na sociedade e nas nossas organizações por reprodução”, explicou. “Mas também temos uma moção bem precisa sobre a legalização da interrupção voluntária de gravidez, do aborto. E achamos que é um ponto muito importante para a emancipação da mulher”, completou.

A ativista francesa ainda comentou que há grande expectativa na construção da Rede. “Uma questão importante para nós é a de manter a Rede como um agrupamento sindical. A independência dos sindicatos com os partidos políticos é um eixo muito importante para nós, e inclusive é por essa independência que nós consideramos que o movimento sindical é extremamente político. Não deixamos ao partido político o monopólio de fazer pressão política”, explicou.

Fabio Bosco, o Fabinho, comentou que entre as próximas tarefas que a CSP-Conlutas poderá impulsionar de maneira mais efetiva é a construção de uma coordenadoria lationamericana para um desenvolvimento concreto na região. “Estamos muito entusiasmados para a reunião. Nos parece que a Rede vai avançar e se consolidar bastante após este encontro”, declarou.

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