Luta contra mortes e acidentes no trabalho abre debates no 2º dia de Congresso

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Um minuto de silêncio. Foi assim que teve início o ato para marcar o Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho, no início do segundo dia do Congresso da CSP-Conlutas.

“Companheiros que foram mortos e acidentados no trabalho”, chamou o membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP Conlutas Luiz Carlos Prates, o Mancha. “Presente” responderam em coro todos os manifestantes presentes no plenário lotado.

“No dia de hoje, lembrado em todo o mundo, estamos aqui não só para relembrar nossos mortos, mas também para denunciar e lutar para que as mortes e acidentes não mais aconteçam”, disse Mancha.

Um vídeo ainda no início da atividade, produzido pela Federação dos Metalúrgicos de Minas Gerais, foi apresentado com entrevistas de especialistas na saúde do trabalhador e traçou um panorama da situação das condições de trabalho e dos acidentes. 

Jordano Carvalho, da coordenacão de saúde da Federação, um dos coordenadores da mesa do evento, resumiu a situação do trabalho no Brasil e no mundo: um verdadeiro assassinato dos trabalhadores nos locais de trabalho. Ele lembrou das mortes que ainda vitimam trabalhadores de varias categorias e citou exemplos recentes de mortes na construção civil e metalúrgicos. “O trabalho é um meio de vida e não pode ser um meio morte para o trabalhador”, disse.

O papel do governo federal a serviço dos patrões também foi ressaltado. Foi denunciado que governo não toma nenhuma medida para prevenir e preservar a saúde dos trabalhadores, porque isso geraria custos para os patrões. Ao contrário. O governo quer agora regulamentar a Alta Programada e a Terceirização, que são medidas que prejudicam ainda mais os trabalhadores.

“Sindicatos não podem lutar só por salário, PLR. É preciso atentar para a prevenção e a defesa da saúde, segurança e vida dos trabalhadores. E isso não é uma tarefa de apenas um diretor, um departamento, mas deve ser de todos”, concluiu Mancha.

O ato, que teve início com um minuto de silêncio em homenagem aos mortos no trabalho, terminou com uma salva de palmas de todos os delegados presentes no plenário e o compromisso de fazer um combate permanente aos ataques dos patrões e do governo e as condições precárias de trabalho.

Por Ana Cristina Silva

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